Hillary Clinton aceita nomeação a candidata presidencial pelo Partido Democrata

Hillary Clinton aceita nomeação a candidata presidencial pelo Partido Democrata

 

Lusa/AO Online   Internacional   29 de Jul de 2016, 09:34

A ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton aceitou hoje a nomeação como candidata presidencial pelo Partido Democrata, tornando-se na primeira mulher a ser nomeada candidata à Casa Branca.

"É com humildade, determinação e uma confiança sem limites na promessa da América que eu aceito a vossa nomeação para a Presidência dos Estados Unidos", disse a antiga primeira-dama sob aplauso dos participantes convenção nacional do Partido Democrata, em Filadélfia.

Hillary Clinton, de 68 anos, agradeceu ao antigo rival nas primárias democratas Bernie Sanders e aos seus apoiantes.

“Quero agradecer a Bernie Sanders… E a todos os apoiantes aqui e em todo o país, quero que saibam que eu vos ouvi, disse Hillary Clinton, no seu discurso de aceitação da nomeação a candidata a Presidente dos EUA.

“A vossa causa é a nossa causa”, afirmou.

A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, prometeu hoje que, se ganhar as eleições de 08 de novembro, será a Presidente de "todos" os norte-americanos, dos que votem nela e dos que não o façam.

“Levarei todas as vossas histórias e a vocês comigo para a Casa Branca”, disse em Filadélfia.

A ex-secretária de Estado norte-americana dirigiu-se também ao candidato republicano à presidência, acusando-o de pintar um quadro negro da sociedade norte-americana e de querer semear a divisão.

"Donald Trump quer dividir-nos do resto do mundo, e entre nós", disse a candidata democrata.

"Ele levou o Partido Republicano por um caminho desde o "Bom dia na América" para a meia-noite na América. Ele quer que tenhamos receio do futuro e uns dos outros", afirmou.

"Nós não vamos construir um muro. Em vez disso vamos construir uma economia na qual todos os que querem ter um emprego bem pago possam encontrar um”, salientou.

Hillary Clinton reconheceu que os norte-americanos têm o direito a estarem furiosos por a economia “ainda não” estar a trabalhar para todos.

"Tenho ouvido muitos que sentem que a economia de certeza não está a funcionar para eles", afirmou.

“Alguns de vocês estão frustrados, mesmo furiosos. E sabem que mais? Vocês estão certos. Ela ainda não está a funcionar como devia”, acrescentou.

Entre várias críticas atiradas contra Trump, Hillary Clinton disse que não se lhe pode “confiar um arsenal nuclear” e que, ao contrário do que o candidato republicano garante, ele “não sabe mais do que os generais sobre o Estado Islâmico”.

“Donald Trump diz: ‘Sei mais do Estado Islâmico do que os generais’. Não Donald, não sabes”, afirmou a primeira mulher nomeada para uma corrida eleitoral à Casa Branca.

Hillary Clinton denunciou também o “racismo sistémico" sofrido pelas comunidades negra e latina nos Estados Unidos, e prometeu uma reforma do sistema judicial e um maior controlo das armas.

“Temos que curar as divisões no nosso país”, disse.

O discurso de Hillary Clinton foi precedido pelo da sua filha, Chelsea Clinton.

Ao defini-la como uma “lutadora” que “nunca abandona” aqueles por quem luta, Chelsea apresentou um retrato íntimo da mãe, contando histórias passadas durante a sua infância.

"Em novembro vou votar por uma mulher que é o meu modelo a seguir como mãe”, sublinhou Chelsea Clinton, que tem dois filhos: Charlotte e Aidan Clinton.

A assistir à convenção democrata estavam o marido de Chelsea, Marc Mezvinsky, e o pai, Bill Clinton.

 


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