Saúde pública

Habitantes da Guarda preferem cafés e restaurantes sem fumo


 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Dez de 2007, 11:24

Um estudo elaborado pela Associação do Comércio e Serviços do Distrito da Guarda (ACG) conclui que a população da cidade da Guarda "prefere espaços sem fumo", disse hoje à Lusa fonte da direcção.
     Segundo Paulo Manuel, presidente da ACG, com a entrada em vigor a 01 de Janeiro da nova lei do tabaco, a instituição desenvolveu uma recolha de dados junto da população "para melhor perceber as preferências dos seus residentes quanto ao consumo de tabaco, especificamente no que se refere ao seu consumo em restaurantes e cafés".

    Entre os dias 10 e 14 de Dezembro foram entrevistados 188 indivíduos (46 por cento do sexo feminino e 54 por cento do sexo masculino), em locais diferentes, com recurso a uma amostra aleatória simples, que revelou que "a população da Guarda prefere espaços sem fumo", indicou.

    "O que se pretende com este estudo é informar a opinião pública e os empresários do sector da restauração e bebidas, acerca do impacto que a lei do tabaco terá sobre as preferências dos residentes no concelho da Guarda, quanto à frequência de restaurantes e cafés", disse o responsável.

    Os dados indicam que a maioria da população residente no concelho da Guarda é não fumadora (78,19 por cento) e que, mesmo entre aqueles que têm o hábito de frequentar cafés, apenas 25,95 por cento são fumadores, e no caso dos restaurantes 25,37 por cento.

    Segundo o estudo, no caso dos cafés com menos de 100 m2 "cerca de metade dos fumadores dizem preferir cafés para fumadores, enquanto que 91 por cento dos não fumadores preferem espaços libertos de fumo".

    No caso dos cafés com mais de 100 m2 "é interessante verificar que 22 por cento dos fumadores preferem frequentar a secção de não fumador", refere Paulo Manuel.

    Em relação aos restaurantes com mais de 100 m2, verifica-se que a secção de fumadores, quando existe, "é a mais procurada pelos fumadores".

    O estudo também indica que, relativamente à escolha de cafés com menos de 100 m2, a partir de Janeiro, "os inquiridos não fumadores irão evitar, na generalidade, estabelecimentos destinados a fumadores, e a uma percentagem de apenas nove por cento, é-lhe indiferente se o estabelecimento é para fumadores ou não".

    "Com estes resultados percebe-se que os estabelecimentos com mais de 100 m2 encontram-se numa situação de grande vantagem concorrencial, por darem a possibilidade de escolha ao cliente em optar pelo espaço que mais lhe interesse, tanto no caso dos cafés, como dos restaurantes, apesar de ambos estarem confrontados com a necessidade de realizarem investimentos significativos para prepararem os seus espaços de acordo com as exigências legais de lei do tabaco", concluiu o estudo da ACG.

    Os questionários foram efectuados em espaços comerciais e no centro histórico da cidade da Guarda a indivíduos com 18 ou mais anos de idade, indica a pela entidade promotora.

    Com a nova Lei do Tabaco (Lei n.º 37/2007) os estabelecimentos com menos de 100 m2 de área de acesso a clientes, terão que optar entre serem estabelecimentos com permissão para fumar ou não, e no caso de terem mais de 100 m2, terão que optar entre criar uma secção para fumadores, que não poderá ultrapassar os 30 por cento do espaço destinado a clientes.

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