Há 15 mil 'jihadistas' estrangeiros de mais de 80 países


 

Lusa/AO online   Internacional   31 de Out de 2014, 11:07

Cerca de 15 mil combatentes estrangeiros, de mais de 80 países, viajaram para a Síria e Iraque para se juntarem a grupos extremistas, numa "escala sem precedentes", segundo um relatório das Nações Unidas publicado no Reino Unido.

 

De acordo com o estudo da ONU, publicado no jornal britânico 'The Guardian', estas pessoas, que viajaram para integrar o autoproclamado Estado Islâmico (EI) e outros grupos radicais, têm origem em “países que não enfrentaram antes desafios relacionados com a Al-Qaida”.

O número de ‘jihadistas’ estrangeiros desde 2010 ultrapassa “em muitas vezes” o total dos 20 anos anteriores, segundo o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

De acordo com o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, “entre 12 a 15” cidadãos nacionais estarão a combater nas fileiras do EI e “dois ou três” têm intenções de regressar ao país. Esta quinta-feira, o governante avisou que os portugueses que se juntem ao grupo radical serão considerados terroristas.

A ONU alertou que mais países do que nunca enfrentam o problema de lidar com os combatentes que regressam dos países em guerra.

A Agência Central de Informações (CIA) dos Estados Unidos referiu no mês passado que existirão entre 20.000 a 31.500 militantes do EI no Iraque e na Síria, um número muito superior a estimativas anteriores.

Um responsável dos serviços de segurança dos Estados Unidos estimou que entre os 15 mil combatentes estrangeiros haja perto de dois mil ocidentais.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.