Grupo que defende Portugal no Congresso dos EUA será renovado

Grupo que defende Portugal no Congresso dos EUA será renovado

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   19 de Jan de 2017, 14:21

O pedido de renovação do Portuguese Caucus, o grupo de congressistas que defende os interesses de Portugal e da comunidade portuguesa nos EUA, será entregue na próxima semana, disse à Lusa uma fonte da Câmara dos Representantes.

 

"Os Estados Unidos são uma nação de imigrantes e é importante que os membros do Congresso representem de forma apropriada, e reconheçam, todas as comunidades de imigrantes do país", explicou à Lusa o congressista Jim Costa.

Todos os caucus em atividade no congresso americano precisam ser renovados a cada dois anos, depois de uma eleição. São, na sua maioria, organizações sem filiação partidária, tendo membros dos partidos Republicano, Democrata e independentes.

"Como neto de imigrantes açorianos, sou um membro orgulhoso do Portuguese Caucus, que pretende representar os valores da comunidade luso-americana e fortalecer a ligação entre os Estados Unidos e Portugal", explicou Jim Costa.

No último mandato, o grupo era liderado por Jim Costa e David Valadão, ambos da Califórnia, David N. Cicilline, de Rhode Island, e Lee Zeldin, de Nova Iorque.

Sempre que o Caucus é renovado, os membros precisam inscrever-se novamente no grupo.

Nas próximas semanas, a National Organization of Portuguese Americans (NOPA) vai realizar uma campanha convidando todos os congressistas a juntarem-se ao Caucus, confirmou à Lusa o seu presidente, Francisco Semião.

O Portuguese Caucus existe desde 1995, quando foi fundado pelos congressistas Patrick J. Kennedy, de Rhode Island, e Richard Pombo, da Califórnia.

Nessa primeira encarnação, o grupo chegou aos 38 membros e foi instrumental em diversas iniciativas, como em 1996, quando liderou a discussão para um acordo fiscal entre EUA e Portugal, que evita a dupla tributação e fuga fiscal.

Três anos depois, lutou pela inclusão de Portugal no programa "Visa Waiver", que permite a entrada de cidadãos portugueses nos EUA sem visto, e pela aprovação de sanções contra a Indonésia devido à violência em Timor Leste.

A partir de 2003, deixou de haver iniciativa para renovar o Caucus e a instituição ficou inativa durante oito anos.

Em 2011, por iniciativa da NOPA, o grupo foi reativado.

Nos últimos anos, o Portuguese Caucus tem sido muito ativo na questão da Base das Lajes, Açores, após a decisão dos Estados unidos de reduzirem o pessoal naquela base aérea.


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