Grupo que defende Portugal no Congresso dos EUA renovado

Grupo que defende Portugal no Congresso dos EUA renovado

 

AO/Lusa   Regional   12 de Fev de 2017, 11:46

A renovação do 'Portuguese Caucus', o grupo de congressistas que defende os interesses de Portugal e da comunidade portuguesa nos EUA, foi efetivada no início do mês, confirmou à Lusa uma fonte da Câmara dos Representantes.

 

"Os Estados Unidos são uma nação de imigrantes e é importante que os membros do Congresso representem de forma apropriada e reconheçam todas as comunidades de imigrantes"", explicou à Lusa o congressista democrata Jim Costa.

Costa, que é neto de imigrantes açorianos, é co-presidente do caucus, junto com o congressista democrata de Rhode Island David Cicilline e os republicanos David Valadao, da Califórnia, e Lee Zeldin, de Nova Iorque.

Todos os 'caucus' em atividade no congresso americano precisam ser renovados a cada dois anos, depois de uma eleição. São, na sua maioria, organizações sem filiação partidária, tendo membros dos partidos Republicano, Democrata e independentes.

"Como neto de imigrantes açorianos, sou um membro orgulhoso do 'Portuguese Caucus', que pretende representar os valores da comunidade luso-americana e fortalecer a ligação entre os Estados Unidos e Portugal", explicou Jim Costa.

Sempre que o 'caucus' é renovado, os membros precisam inscrever-se novamente no grupo.

Neste momento, o grupo conta com 22 congressistas. Nos próximos dias, estes membros e os seus funcionários vão contactar outros congressistas para que se juntem aos seus esforços.

A National Organization of Portuguese Americans (NOPA) também vai realizar uma campanha convidando todos os congressistas a juntarem-se ao Caucus, confirmou à Lusa o seu presidente, Francisco Semião.

O Portuguese Caucus existe desde 1995, quando foi fundado pelos congressistas Patrick J. Kennedy, de Rhode Island, e Richard Pombo, da California.

Nessa primeira encarnação, o grupo chegou aos 38 membros e foi instrumental em diversas iniciativas, como em 1996, quando liderou a discussão para um acordo fiscal entre EUA e Portugal, que evitar a dupla tributação e fuga fiscal.

Três anos depois, lutou pela inclusão de Portugal no programa "Visa Waiver", que permite a entrada de cidadãos portugueses nos EUA sem visto, e pela aprovação de sanções contra a Indonésia devido à violência em Timor Leste.

A partir de 2003, deixou de haver iniciativa para renovar o caucus e a instituição ficou inativa durante oito anos.

Em 2011, por iniciativa da NOPA, o grupo foi reativado.

Nos últimos anos, o Portuguese Caucus tem sido muito ativo na questão da Base das Lajes.

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