Grupo de peritos duvida sobre se desastre poderia ter sido evitado


 

lusa   Internacional   16 de Fev de 2010, 15:01

As causas do choque entre dois comboios, segunda-feira, em Hal, perto de Bruxelas, estão a ser investigadas, com a dúvida sobre se o desastre poderia ter sido evitado como pano de fundo.

Uma equipa de peritos foi já constituída e inclui engenheiros, informáticos, especialistas em ferrovias e peritos médico-legais, segundo o Ministério Público de Bruxelas, que conduz o inquérito às causas do acidente que matou pelos menos 18 pessoas e feriu outras 162.

Mas os magistrados avisam que pode levar semanas, ou mesmo meses, até haver conclusões.

O porta-voz dos caminhos de ferro belgas (SNCB), Jochen Goovaerts, adiantou, por seu lado, que os investigadores vão examinar as caixas negras dos dois comboios envolvidos na colisão.

A análise dos registos de toda a informação técnica das viagens que os comboios fizeram poderá ajudar a deslindar a causa do acidente, sendo já conhecido que um dos maquinistas ignorou um sinal vermelho.

Por seu lado, o administrador delegado da Infrabel - empresa que gere a rede ferroviária belga -, Luc Lallemand, disse hoje à cadeia de televisão pública francófona RTBF que, a nível de segurança, a linha onde se deu o acidente está equipada com um sistema de travagem automática, mas um dos comboios envolvidos não.

"Trata-se de uma caixa instalada no meio dos carris e que emite um sinal que é recebido pela locomotiva e aciona o sistema de travagem se a situação assim o obrigar", explicou Lallemand.

"Temos 3500 quilómetros de via para equipar e centenas de locomotivas", referiu, sendo que o processo só deverá estar concluído em 2013.

Entretanto, a Infrabel e a SNCB enviaram um comunicado comum esclarecendo que a colisão foi lateral e não frontal.

"Por razões ainda desconhecidas, os dois comboios entraram em colisão lateral" à saída da estação de Hal, na direção de Bruxelas, que fica a cerca de 15 quilómetros.

A colisão de dois comboios na segunda feira às 8:30 (7:30 de Lisboa), em plena hora de ponta, causou 18 mortos confirmados, dos quais um maquinista, e 162 feridos, 12 em estado grave.

Este é considerado o pior desastre ferroviário desde 1974, quando um descarrilamento de um comboio fez 18 mortos e 69 feridos.


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