Grupo de cidadãos acusa transportadora aérea SATA de "tentar dividir" ilhas

Grupo de cidadãos acusa transportadora aérea SATA de "tentar dividir" ilhas

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Dez de 2016, 17:48

Um grupo de cidadãos que defende melhorias no aeroporto da Horta, nos Açores, acusou hoje o presidente da transportadora SATA de estar a "tentar dividir" ilhas, ao anunciar o aumento de ligações para umas e a redução para outras.

 

“Não aceitamos que o presidente da SATA, uma empresa pública, paga com o dinheiro dos nossos impostos, ande a desempenhar, presume-se que a mando de alguém, o papel de tentar dividir o Faial e o Pico com o objetivo claro de, no fim, nos impor um modelo de transporte aéreo que sirva interesses e simpatias que não os destas ilhas”, disse Dejalme Vargas, porta-voz do grupo designado “Aeroporto da Horta”, em conferência de imprensa, na Horta, ilha do Faial.

Dejalme Vargas referia-se ao anúncio do presidente da SATA, Paulo Meneses, de uma redução de dois voos semanais entre Lisboa e a Horta, no Faial, no verão de 2017 e o aumento de dois voos entre Lisboa e o Pico no verão de 2018.

A agência Lusa contactou o presidente da SATA, que não quis comentar as declarações.

“Enquanto na Horta a ordem é penalizar o Faial e os faialenses, o senhor presidente do grupo SATA mostrou-se muito recetivo a introduzir melhorias, pelos vistos justas, na operação da SATA na ilha do Pico, pedidas pelos autarcas”, declarou Dejalme Vargas.

O representante disse não compreender por que razão Paulo Meneses justificou a redução de voos da SATA para a Horta com os alegados “milhões de euros de prejuízo” naquela rota, mas já não tenha apresentado números que justificassem o reforço de ligações no Pico.

“Desafiamos, pois, o senhor presidente da SATA a revelar publicamente todas as taxas de ocupação, rota a rota, com números auditados por entidade independente, para sabermos bem quem contribuiu com o quê para o estado das contas da SATA”, declarou.

O grupo “Aeroporto da Horta” continua a reivindicar o reforço das ligações aéreas diretas entre Lisboa e a Horta de 12 para 14 voos semanais nos meses de julho e agosto, período em que existe maior procura e, simultaneamente, maior dificuldade de conseguir uma passagem aérea.

“Já são dois anos consecutivos em que, nos meses de julho e agosto, há semanas seguidas em que é quase impossível chegar ou sair do Faial por avião, pois está tudo lotado”, sustentou Dejalme Vargas.

Recentemente, a Assembleia Municipal da Horta aprovou, por unanimidade, uma moção da autoria do PSD que, entre outras coisas, reivindica o aumento do número de ligações aéreas entre Lisboa e Horta durante o verão.

Entretanto, o grupo “Aeroporto da Horta” continua a recolher assinaturas para uma petição, que pretende entregar no parlamento dos Açores, a reivindicar o aumento da pista do aeroporto faialense.

A Câmara Municipal da Horta criou também um grupo de trabalho para elaborar um estudo técnico sobre a eventual ampliação da infraestrutura aeroportuária com a intenção de encontrar soluções de financiamento para a obra.


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