Grupo de 22 refugiados já chegou a Lisboa

Grupo de 22 refugiados já chegou a Lisboa

 

LUSA/AO Online   Nacional   7 de Nov de 2015, 14:06

O grupo de 22 refugiados já está em Lisboa, tendo participado numa sessão de boas-vindas com um representante do Estado português e entidades de solidariedade, com atividade no acolhimento e integração de refugiados.

As cinco famílias, compostas por 13 adultos, dois bebés e outras crianças mais velhas, já chegaram ao aeroporto de Lisboa, de onde vão partir para Penela, Sintra e Lisboa. Este grupo de refugiados integra-se no Programa Nacional de Reinstalação que pretende acolher e integrar refugiados em colaboração com o ACNUR e que se encontram em países fora da Europa, um protocolo que vigora desde 2007. Empurrando carrinhos com muitas bagagens, os refugiados deixaram a área de chegadas do aeroporto e foram encaminhados para um auditório onde estão a ser recebidos pela ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, Teresa Morais, e representantes das três entidades parceiras nesta ação, o Conselho Português para os Refugiados, a Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo e o Serviço Jesuíta aos Refugiados. Estes refugiados chegaram de Munique, vindos do Egito, e fazem parte de um grupo de 44, que eram esperados hoje em Lisboa, tendo os restantes ficado retidos no Egito, uma vez que o voo comercial no qual viajavam um grupo foi cancelado devido à greve de pessoal de cabine da Lufthansa, não existindo ainda data para a chegada dos restantes, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Na área de chegadas, além das entidades oficiais, os refugiados eram aguardados por jornalistas que, no entanto, não tiveram contacto direto com as cinco famílias. Quando deixarem o aeroporto de Lisboa, três destas famílias vão para Penela, uma será acolhida em Sintra e a outra permanecerá em Lisboa. O grupo de 44 pessoas tem adultos entre os 24 e os 40 anos, a maior parte dos menores tem menos de 12 anos, e 26 pessoas são oriundas da Síria, nove da Eritreia e oito do Sudão. A escolaridade média ronda os nove anos e as profissões que desempenhavam nos países de origem vão desde canalizador, alfaiate até contabilista ou técnico de física e química.

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