Aviação

Greve obrigou ao cancelamento de 220 voos

Greve obrigou ao cancelamento de 220 voos

 

Lusa / AO online   Regional   5 de Jul de 2010, 18:48

A greve de tripulantes de cabine da Sata-Air Açores, que termina esta segunda-feira, obrigou ao cancelamento de 220 voos de horário com uma oferta de 17 000 lugares, avançou a companhia, admitindo que a paralisação "terá impactos no exercício de 2010".
José Gamboa, porta-voz da companhia que detém o exclusivo dos voos de carreira entre as ilhas dos Açores e a Madeira e o Porto Santo, acrescentou à agência Lusa que "os 220 voos de horário tinham cerca de 8.000 reservas para os quatro dias”, de paralisação.

Devido à greve, a SATA Air Açores apenas realizou ligações definidas como serviços mínimos, num total de “50 voos entre as ilhas, Madeira e Porto Santo, garantindo o transporte naquelas rotas de cerca de 2.600 passageiros”.

Convocada pelo Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a greve de tripulantes de cabine da Sata-Air Açores iniciou-se na passada sexta-feira e prossegue até às 00:00 de hoje, visando obrigar a transportadora a cumprir o acordo de empresa no que respeita às regras aplicáveis à promoção de comissários e assistentes de bordo.

O porta-voz da companhia voltou a assegurar que “a SATA continua disponível para qualquer entendimento”, lembrando que "foi apresentada a 01 de Julho, uma proposta de protocolo para regular a questão da figura de substituição temporária, o que “não foi aceite pelo sindicato e que não apresentou uma contra proposta”.

O vice-presidente do SNPVAC, Henrique Martins, assegurou, no entanto, à Lusa que o Sindicato “apresentou uma contra proposta na mesma hora em que decorreu a reunião com a SATA” e “não obteve até agora qualquer resposta da companhia”.

Além da questão dos chefes de cabine, Henrique Martins disse que está também em causa "o não cumprimento por parte da SATA de formação em segurança, exigida pelas normas internacionais".

O Sindicato admitiu, por isso, uma nova paralisação em Agosto.

Segundo o sindicato, nos quatro dias de greve "a adesão tem sido de 100 por cento e só se realizaram os voos estipulados como serviços mínimos".

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