Greve nos EUA termina com 90 por cento de adesão


 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Dez de 2007, 16:09

A greve dos funcionários consulares nos Estados Unidos terminou com uma adesão na ordem dos 90 por cento, mas sem resultados práticos uma vez que o governo não deu garantias de resolver o problema.
      "A adesão é igual à do primeiro dia. Continuam encerrados os consulados de Nova Bedford, Providence, Newark, S. Francisco e secção consular na Embaixada de Washington", disse hoje à agência Lusa, por telefone, Leonel Teixeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) nos Estados Unidos.

    De acordo com Leonel Teixeira, "dos seis trabalhadores do consulado de Boston estão a trabalhar dois contratados a prazo, em Nova Iorque apresentaram-se ao serviço dois colegas não sindicalizados e dos 26 funcionários da embaixada de Portugal em Washington, três estão a trabalhar".

    Os cerca de 60 funcionários dos consulados de Portugal nos Estados Unidos iniciaram na segunda-feira uma greve de três dias por considerarem que estão por resolver problemas relacionados com a dupla tributação de que foram alvo.

    Questionado pela Lusa, quanto a uma eventual tomada de atitude do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o dirigente associativo afirmou que "até agora o MNE ainda não disse nada".

    "Se não disse nada, só temos uma única coisa a fazer: lutar. Estamos a falar de milhares de dólares de dívida, dos quais não temos nenhuma culpa. Se tivessem tomado uma atitude quando os alertámos, em Janeiro, ter-se-iam evitado muitas penalizações", afirmou.

    Sublinhando que não vão "baixar os braços", Leonel Teixeira promete "mais greves ou outras formas de luta".

    Os funcionários dos consulados de Portugal nos Estados Unidos, que sempre descontaram o IRS em Portugal, foram surpreendidos, em Janeiro passado, quando as finanças norte-americanas os informaram que tinham obrigações fiscais para com os Estados Unidos e não para com Portugal, ao abrigo de uma convenção assinada entre os dois países.

    Os montantes em causa atingem valores entre os 80 mil e os 90 mil dólares (55 mil e 61 mil euros), segundo o STCDE.

    De acordo com o sindicato, os reembolsos aos funcionários dos quadros do MNE já começaram a ser feitos.

    Por resolver continuam as compensações dos 10 trabalhadores contratados que nunca descontaram para o IRS, mas a quem o fisco norte-americano também está a exigir os pagamentos, e dos funcionários reformados, que também foram alvo de dupla tributação.

    A Agência Lusa contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas ainda não obteve qualquer resposta.
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