Greve nacional e 200 manifestações contra reforma aos 62 anos

Greve nacional e 200 manifestações contra reforma aos 62 anos

 

Lusa/AO Online   Internacional   24 de Jun de 2010, 06:16

Uma greve nacional que se prevê muito participada e 200 manifestações por toda a França marcam hoje a jornada de contestação do aumento da idade de reforma para os 62 anos.

O setor dos transportes deverá ser o mais atingido pela jornada de greve e as perturbações começaram a sentir-se a partir das 20:00 (19:00 em Lisboa) de quarta feira, com a interrupção de circulação dos comboios noturnos nacionais e internacionais em França.

Trata-se da quarta jornada de luta decretada pelas centrais sindicais desde o início do ano.

O apelo à greve de hoje tem como alvo a proposta do Governo francês para um novo sistema de reformas, anunciada há uma semana, e que tem como ponto central o aumento da idade legal de aposentação dos 60 para os 62 anos.

Em Paris, a circulação de comboios e metropolitanos será bastante afetada, com reduções drásticas do número de composições na rede regional (RER) que liga o centro da capital às cidades periféricas.

Segundo a companhia ferroviária francesa, SNCF, a greve não afetará o serviço Eurostar (no eixo Paris-Londres e Paris-Bruxelas), Thalys e Lyria (para Zurique). A SNCF assegura dois em cada três comboios de grande velocidade para a Alemanha, o mesmo para a linha Lyria de ligação a Genebra, por onde será também assegurado o tráfego para Lausana.

O serviço internacional de comboios rápidos Ellipsos (para Espanha) e Artesia (para Itália) não estará garantido, ainda segundo a SNCF.

Em todo o país, pré-avisos de greve foram apresentados em 65 redes de transporte público, atingindo as maiores cidades francesas como Bordéus, Marselha, Lyon, Lille, Estrasburgo, Montpellier e Toulouse, um aumento de mais de 50 por cento em relação ás greves concretizadas na anterior jornada de luta sindical.

As autoridades aeroportuárias francesas solicitaram às companhias aéreas que reduzissem o tráfego a partir de Paris em 15 por cento, até às 14:00 de hoje, e a Air France prevê que nesse período sejam afetados 17 por cento dos voos à partida de Orly e de Roissy-Charles de Gaulle.

Nas escolas, mais de metade dos professores do ensino primário deverá participar na jornada de greve, enquanto que se antecipa uma fraca adesão à greve no ensino secundário.

A jornada de greve foi também decretada em muitas empresas privadas, prevendo-se que possa ter adesão significativa nos principais bancos franceses, na imprensa e no teatro.


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