Greve na Sata-Air Açores entrou no terceiro dia de serviços mínimos

Greve na Sata-Air Açores entrou no terceiro dia de serviços mínimos

 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Jul de 2010, 11:39

Os tripulantes de cabine da Sata-Air Açores cumprem hoje o terceiro dia de uma greve que se prolonga até segunda feira e que tem limitado as ligações aéreas entre as ilhas aos voos decretados como serviços mínimos.

À semelhança do que aconteceu no sábado, os aviões da transportadora que detém o exclusivo das ligações nos Açores e entre a Madeira e o Porto Santo voam hoje apenas uma vez entre oito das nove ilhas açorianas.

O programa de serviços mínimos estabelecido para hoje exclui qualquer ligação ao Corvo, prevendo um voo único entre as duas ilhas do arquipélago da Madeira.

Segundo referiu à Agência Lusa o vice-presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo e Aviação (SNPVAC) Civil Henrique Martins, que convocou a paralisação, ao terceiro dia de greve sindicato e administração da Sata-Air Açores mantêm as suas posições no que respeita às razões do conflito.

Numa nota emitida no sábado o SNPVAC reafirmou estar em causa o respeito pelo acordo de empresa, alegando que a companhia “insiste em ‘congelar’ a evolução na carreira dos seus tripulantes de cabine, pretendendo substituir chefes de cabine por assistentes/comissários de bordo em todas as situações possíveis”.

O sindicado rejeitou, por isso, uma proposta da Sata-Air Açores para regulamentação das circunstâncias em que tais substituições, de carácter temporários, poderiam ocorrer.

Para o SNPVAC a aceitação da proposta da administração da companhia permitiria “legalizar” procedimentos de mobilidade funcional que vão “para além dos limites estabelecidos no Código de Trabalho”.

Nos voos de serviço público realizados ou projetados a Sata garante prioridade ao transporte de passageiros com problemas de saúde, aos que têm ligações de e para o exterior e aos que viajem em grupo.

Tem também encaminhado alguns dos passageiros para viagens alternativas por via marítima.

Nas linhas afetadas pela greve a Sata tinha previsto realizar nos quatro dias de paralisação 220 voos, com uma oferta global de 17 000 lugares.

Nos cerca de meia centena de voos de serviço público que vai assegurar no período deverá transportar 2 000 passageiros, aproximadamente.


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