Números avançados pelo sindicato

Greve dos trabalhadores consulares nos EUA com adesão 90 por cento


 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Dez de 2007, 17:41

A greve dos funcionários consulares de Portugal nos Estados Unidos por causa da dupla tributação registou uma adesão de cerca de 90 por cento, estando quatro consulados encerrados, segundo o sindicato do sector.
      Leonel Teixeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) nos EUA, disse à Agência Lusa que os consulados em Nova Bedford, Providence, São Francisco e Newark estão encerrados.

    De acordo com o dirigente sindical, o consulado em Boston está "inoperacional", uma vez que os dois funcionários que não fizeram greve não têm competências para realizarem actos consulares.

    A secção consular da Embaixada de Portugal em Washington e a Missão de Portugal junto da ONU, em Nova Iorque, estão a funcionar a 10 por cento, segundo o STCDE.

    Os cerca de 60 funcionários dos consulados de Portugal nos Estados Unidos iniciaram hoje uma greve de três dias por considerarem que estão por resolver problemas relacionados com a dupla tributação de que foram alvo.

    Os funcionários consulares naquele país, que sempre descontaram o IRS em Portugal, foram surpreendidos, em Janeiro passado, quando as finanças norte-americanas os informaram que tinham obrigações fiscais para com os Estados Unidos e não para com Portugal, ao abrigo de uma convenção assinada entre os dois países.

    Os montantes em causa atingem valores entre os 80 mil e os 90 mil dólares (55 mil e 61 mil euros), segundo o STCDE.

    De acordo com o sindicato, os reembolsos aos funcionários dos quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros já começaram a ser feitos.

    Por resolver continuam as compensações dos 10 trabalhadores contratados que nunca descontaram para o IRS, mas a quem o fisco norte-americano também está a exigir os pagamentos, e dos funcionários reformados, que também foram alvo de dupla tributação.

    A Agência Lusa contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas ainda não obteve qualquer resposta.

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