Greve contra aumentos nos combustíveis no Brasil causa problemas nos aeroportos

Greve contra aumentos nos combustíveis no Brasil causa problemas nos aeroportos

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Mai de 2018, 09:53

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) anunciou quarta-feira que está a monitorizar o combustível existente nos aeroportos, devido ao risco de poder faltar após uma greve dos camionistas que começou na segunda-feira.

Pelo menos cinco aeroportos, incluindo o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, estão já no limite da falta de combustível, anunciou a Infraero, de acordo com um relatório diário.

Além de Congonhas, um dos principais aeroportos do país, o de Palmas (Tocantins), Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas) e Aracaju (Sergipe) também estão no limite de combustível para os aviões.

O aeroporto de Brasília chegou a informar que o combustível era "insuficiente" para a "manutenção da operação regular", embora horas depois anunciassem a chegada de cinco camiões com 45 mil litros de combustível.

"A situação de alerta continua em vigor", disse a administração do aeroporto através da rede social Twitter.

A Infraero alertou os operadores de aeronaves para avaliarem "os seus planos de voo para que cada um possa definir a melhor estratégia de fornecimento de acordo com as reservas disponíveis na origem e no destino do voo"

"A Infraero compreende o direito de se manifestarem, mas entende que os protestos devem ocorrer sem afetar o direito das pessoas de entrar e sair, bem como a segurança das operações aeroportuárias", informou a empresa em comunicado.

A greve dos camionistas começou na segunda-feira e voltou a repetir-se esta quarta-feira em 24 dos 27 estados para protestar contra a escalada dos preços dos combustíveis no Brasil, mas a paralisação começou a causar problemas no abastecimento.

Nesta quarta-feira, alguns produtos básicos, como gasolina e alimentos, já faltavam em algumas cidades do Brasil, enquanto a empresa de correios suspendeu as entregas expresso porque não pode garantir a sua distribuição.

A produção ficou também paralisada em 16 fábricas de veículos, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Os camionistas estão concentrados em algumas estradas por todo o país, estando algumas delas bloqueadas.

A Justiça já determinou que sejam desocupadas seis estradas federais e autorizou o uso da força policial caso a medida não seja cumprida para garantir a "ordem e a segurança" das pessoas afetadas com a paralisação.



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