Grandes consumidores de eletricidade ganham mais um ano para transitar para o mercado liberalizado

Grandes consumidores de eletricidade ganham mais um ano para transitar para o mercado liberalizado

 

Lusa/ AO online   Economia   27 de Dez de 2012, 09:34

O Governo adiou para o final de 2013 o prazo para os grandes consumidores de eletricidade deixarem o mercado regulado e transitarem para o liberalizado, o que é justificado como a necessidade de "flexibilizar" o processo e evitar "disrupções".

Os consumidores finais de muito alta tensão (MAT), alta tensão (AT) e média tensão (MT), sobretudo empresas, tinham até ao final deste ano para escolher um fornecedor no mercado, mas agora podem fazem fazê-lo ao longo do próximo ano.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou que a intenção é “manter alguma flexibilidade para que o processo de liberalização corra bem, com o mínimo de disrupções possíveis”.

“Este tipo de clientes inclui hospitais, escolas, piscinas municipais e edifícios públicos em que para escolher um fornecedor tem que se organizar um concurso público”, explicou o governante, adiantando que leva tempo mudar para um operador do mercado liberalizado.

Artur Trindade defendeu à Lusa que “o processo está a correr bem”, realçando que a liberalização dos grandes consumos está, em todos os segmentos, “muito perto dos 80%”.

“Estamos com um sucesso muito elevado na transição para o mercado. Não há razão para criar um problema social por uma questão de meses”, disse, adiantando que, se o prazo não fosse alargado, "esses clientes iriam ficar sem eletricidade".

O secretário de Estado da Energia explicou ainda que o regulador (ERSE) pode determinar a cessação do prazo, por segmentos, assim que o número total de clientes finais de eletricidade fornecidos em regime de mercado livre atinja a percentagem de 90%.

“Os comercializadores de último recurso devem, até 31 de dezembro de 2013, continuar a fornecer eletricidade a consumidores finais com consumos em MAT, AT e MT (…) que não tenham contratado no mercado livre o seu fornecimento”, lê-se no despacho publicado em Diário da República, no final de novembro.

Esta é a segunda vez que o calendário para os grandes clientes deixarem definitivamente as tarifas reguladas é alterado, uma vez que o prazo chegou a ser 31 de dezembro de 2011.


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