Governos do PS são os que mais apoiam as autonomias regionais

Governos do PS são os que mais apoiam as autonomias regionais

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Out de 2016, 11:53

O cabeça de lista do PS pelo círculo de São Miguel e recandidato à presidência do Governo Regional, Vasco Cordeiro, afirmou hoje que têm sido os governos nacionais liderados pelos socialistas que mais têm apoiado as autonomias regionais.

“Temos tido a felicidade ao longo destes 40 anos de terem sido governos da República do Partido Socialista que mais têm compreendido as autonomias regionais e que mais têm apoiado as autonomias regionais”, afirmou Vasco Cordeiro em entrevista à agência Lusa.

Para o candidato, “a questão coloca-se é nessa questão estrutural e não conjuntural de agora haver governos da mesma cor”.

“O PS naquilo que tem de entendimento político da forma como o Estado se organiza, da importância que as autonomias regionais têm, tem sido efetivamente o partido que melhor tem correspondido a esses anseios e a essas ambições”, declarou Vasco Cordeiro.

À pergunta se tem uma governação facilitada por o executivo nacional ser da mesma cor política, o candidato declarou que “a questão não pode ser menorizada a esse nível”.

“A questão é do entendimento que o PS tem das autonomias”, referiu, exemplificando que foi esse entendimento que levou “a que tenha sido um governo do PS com um governo regional do PS a criar a lei das finanças das regiões autónomas” ou “a garantir uma boa revisão da Lei Eleitoral dos Açores”.

Vasco Cordeiro adiantou que o Governo Regional esteve cerca de cinco anos “a tentar convencer o Governo da República do PSD e do CDS da importância do plano de revitalização da ilha Terceira”.

“Em dez meses esse assunto ficou resolvido com o Governo da República do PS”, declarou, garantindo que termina o mandato com uma região mais coesa.

Segundo o candidato, o executivo criou mecanismos que “contribuem decididamente para reforçar essa coesão”, medidas que “dão aos açorianos, vivam eles em que ilha viverem, iguais condições a todos os outros”, em áreas como a educação, saúde, apoio à infância, juventude e terceira idade, nas acessibilidades aéreas e marítimas ou na saúde.

“A não ser que se insinue que a coesão será um hospital em cada ilha”, respondeu.

Vasco Cordeiro considerou, ainda, que a “boa gestão” das contas públicas é um dos “principais ativos da autonomia” que deve ser preservada, sem esquecer o apoio social.

“Nos Açores provamos que com um Governo do PS é possível manter as contas públicas em ordem e ter medidas dirigidas ao apoio social, sobretudo àqueles que estão em situação de maior fragilidade”, afirmou Vasco Cordeiro, notando que, sem “boas contas públicas”, os Açores não poderiam ter “criado, mantido e reforçado as medidas de apoio social”.

O líder socialista destacou que “não é preciso fazer esforço muito grande para ver o que aconteceu na outra região autónoma do país (Madeira) em termos daquilo que foi obrigada a fazer para” se atestar que este é um grande ativo reconhecido por entidades nacionais e internacionais.

“Se não tivéssemos boas finanças públicas não teríamos conseguido manter os impostos nos Açores mais baixos do que no resto do país”, exemplificou Vasco Cordeiro, acrescentando que também não teria sido possível “ter investido tanto nos mecanismos e medidas de incentivo à criação de emprego”.

Em matéria de números, o candidato referiu que o défice da região em 2015 foi abaixo de 1%, enquanto no país foi superior a 4%.



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