Governo vai definir competências que alunos devem ter no fim do 12.º ano

Governo vai definir competências que alunos devem ter no fim do 12.º ano

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Jul de 2016, 07:36

O perfil de competências que um aluno deve ter à saída da escolaridade obrigatória (12.º ano) vai ser definido por um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação, que será coordenado pelo antigo ministro Guilherme d

“Sendo certo que, nos últimos anos, tem havido trabalho curricular sobre disciplinas, esse trabalho tem sido feito de forma fragmentada, sem que seja claro qual o contributo de cada disciplina para o todo. Torna-se assim necessária a construção de um perfil que permita uma gestão flexível, contextualizada e integrada do currículo, em linha com os projetos internacionais de definição de um perfil de aprendizagens essenciais, de competências sociais e relacionais, que se consubstanciem numa predisposição para aprender ao longo da vida”, explicou hoje o Ministério da Educação (ME), em comunicado.

O perfil de referência será definido pelo grupo de trabalho nomeado, por despacho, pelo secretário de Estado da Educação, coordenado pelo ex-ministro da Educação e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme d’Oliveira Martins, e do qual fazem ainda parte Teresa Calçada, ex-coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Rui Vieira Nery, musicólogo e investigador da Universidade Nova de Lisboa, José Vítor Pedroso, diretor-geral da Educação, e professores do ensino básico e secundário, entre outros.

O grupo de trabalho terá ainda um grupo de consultores, “para assegurar a articulação deste perfil com as melhores práticas internacionais, com a educação dos 0 aos 6 anos, com a educação especial e inclusiva e com a aprendizagem ao longo da vida”.

Entre eles estão Andreas Schleicher, diretor executivo da OCDE para a Educação e Competências, Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica, membro do Conselho Nacional de Educação e doutorado em Ciências da Educação.

Entre o grupo de consultores estão ainda David Rodrigues, da associação Pró-Inclusão, e Alexandra Marques, da Fundação Aga Khan.


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