Governo vai antecipar ajudas comunitárias aos agricultores

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João Ponte

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte anunciou vão ser antecipados os pagamentos das ajudas comunitárias aos agricultores, no âmbito do POSEI e ProRural +, num montante de 41 milhões de euros para introduzir liquidez nas explorações agrícolas.
 

“Tal como aconteceu em 2015 e 2016, o Governo dos Açores pretende, novamente este ano, proceder à antecipação do pagamento das ajudas comunitárias”, afirmou João Ponte, na cerimónia de inauguração da Feiras Agrícola dos Açores, que decorre até domingo no Parque de Exposições de São Miguel, em Santana.

O governante, com a pasta da Agricultura, adiantou, ainda, que será solicitado à Comissão Europeia, através do Conselho de Ministros da Agricultura, que terá lugar em julho, a majoração do adiantamento do POSEI e das medidas de apoio do ProRural +, o que permitirá aumentar os montantes globais dos adiantamentos em causa para mais 9 milhões de euros.

“Esta é uma medida que reputamos de grande importância para permitir introduzir liquidez nas explorações agrícolas açorianas”, considerou João Ponte, destacando a “enorme capacidade de resistência e vontade de ultrapassar as dificuldades” demonstrada pelos agricultores açorianos ao longo dos tempos.

Também para melhorar a liquidez dos agricultores, o governante referiu que este ano já foi pago pelo Governo mais de 600 mil euros referentes a apoios aprovados ao abrigo do Programa de Apoio à Modernização da Agricultura (PROAMAF) e que em Julho será aberta mais uma fase de candidaturas para projetos de investimento relativos à modernização das explorações agrícolas, com uma dotação superior a 3 milhões de euros.

João Ponte revelou que, brevemente, irá reunir o Conselho Regional da Agricultura para receber contributos dos parceiros do setor em relação à proposta de região para o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 e que ainda este mês estará presente, em Lisboa, na primeira reunião de trabalho do grupo criado pelo Ministério da Agricultura para acompanhar e definir a posição portuguesa neste dossiê.

“Por diversas vezes já defendemos o reforço de verbas para as ajudas diretas para a região, baseado nas condicionantes a que está sujeita a nossa agricultura, quer de natureza climática e geográfica, mas também de escala e distância dos mercados”, alegou o governante.