Governo suspende novos cheques-dentista a crianças e jovens

Governo suspende novos cheques-dentista a crianças e jovens

 

Lusa/AOOnline   Nacional   27 de Out de 2012, 13:07

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, já veio defender que é "fundamental" que a distribuição de cheques-dentista recomece a partir de janeiro de 2013.

 

A suspensão da distribuição de cheques-dentista a crianças e jovens de sete, dez e 13 anos até ao final do ano é a manchete de hoje do Público, que justifica a medida com "razões orçamentais".

Em declarações à agência Lusa, Orlando Monteiro da Silva afirmou que é "fundamental que este programa se mantenha porque é uma área que não tem alternativa nenhuma no âmbito do Serviço Nacional de Saúde no Continente".

O bastonário dos dentistas afirmou que, no caso das crianças, os cheques são distribuídos por ano letivo, pelo que, apesar de a verba para este ano civil ter acabado, em janeiro deverá ser possível alocar mais dinheiro para o programa.

Assim, indicou, a "decisão radical" de suspender a distribuição de cheques-dentista será "não um cancelamento, mas uma suspensão, um adiar" dos tratamentos dentários para as crianças.

O bastonário frisou que "as crianças que já têm o cheque podem continuar a ter o tratamento", estimando que com a suspensão da distribuição terão ficado por entregar cerca de 12 mil cheques.

Orlando Moreira da Silva referiu que este ano o programa de cheques-dentista começou a funcionar melhor e os cheques foram "distribuídos mais cedo", acrescentando que a crise económica levou também a uma maior procura.

"Por via disso, a verba esgotou mais cedo. O sucesso do programa foi, paradoxalmente, responsável pelo seu abrandamento na reta final, porque a dois meses do fim do ano já não há verba", declarou.

Em novembro de 2011, mais de um milhão de portugueses tinha tido acesso a consultas de especialidade desde 2008, 600 mil dos quais só em 2011: 500 mil crianças de sete, dez e 13 anos e 100 mil grávidas, idosos e crianças com menos de seis anos.

O programa foi lançado em 2008, pelo Ministério da Saúde liderado pela socialista Ana Jorge.


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