Governo quer "regular" acesso a zonas ambientalmente sensíveis

Governo quer "regular" acesso a zonas ambientalmente sensíveis

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Set de 2017, 18:08

O Governo dos Açores quer "regular" o acesso dos turistas a zonas ambientalmente sensíveis no arquipélago, algumas das quais têm vindo a ser alvo de um maior impacto, devido ao aumento da procura turística nas ilhas.

O anúncio foi feito pela secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, no final de uma reunião do Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que decorreu na Horta, adiantando que essa temática será debatida numa "reunião exclusiva" que o executivo açoriano pretende convocar até ao final do ano.

"Vamos agendar um Conselho Regional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável específico para tratar da questão das cargas, das recomendações e das áreas", adiantou a governante, acrescentando que, por se tratar de uma matéria "bastante densa e importante", será debatida "em exclusivo".

Marta Guerreiro disse ainda que algumas dessas áreas ambientalmente sensíveis já estão identificadas, como é o caso do Vulcão dos Capelinhos, no Faial, da montanha do Pico, ou da Caldeira do Fogo e da Caldeira Velha, em São Miguel, mas admitiu que outros mais possam surgir, por proposta dos conselheiros.

"São zonas que obrigam, necessariamente, a que a região tenha uma regulamentação que regule os acessos e permita a quem nos visita, que usufrua desses espaços nas melhores condições", justificou a titular da pasta do Ambiente nas ilhas.

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo anunciou também que o Governo vai propor a classificação do Vulcão dos Capelinhos - erupção que teve início há precisamente 60 anos na ilha do Faial - como "monumento natural", adiantando existir já um "consenso alargado" sobre esta matéria, no âmbito do Conselho Regional do Ambiente.

A governante realçou também o facto de as restrições impostas ao uso de sacos de plástico nos estabelecimentos comerciais do arquipélago terem permitido retirar do mercado cerca de 12 milhões de sacos de plástico "em apenas 9 meses do ano passado", a que corresponde menos 80 toneladas de resíduos plásticos tradicionais.



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