Governo mantém previsões económicas


 

Lusa/AO) online   Economia   10 de Dez de 2007, 14:10

O Governo continua a acreditar que ficará muito perto do equilíbrio orçamental em 2010, segundo os dados da actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEP) para 2007/2011, agora divulgados.
   Segundo a actualização do PEC, a economia portuguesa deve crescer 2,2 por cento no próximo ano e acelerar o ritmo em 2009, para 2,8 por cento.

    A expectativa governamental é de que o ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continue a acelerar, para 3 por cento em 2010, mantendo-se neste patamar em 2011.

    O investimento será o factor explicativo dessa aceleração, com as exportações a registarem um ligeiro abrandamento e o consumo privado a subir muito ligeiramente.

    As previsões do desemprego para 2007 e 2008 também coincidem com as do Orçamento do Estado para 2008, com o Executivo a antecipar uma melhoria progressiva da taxa de desemprego: dos 7,8 por cento em 2007, deve baixar para 7,6 por cento em 2008 e continuar a cair até aos 6,6 por cento em 2011.

    As previsões do enquadramento internacional foram bastante alteradas, com o governo a antecipar agora um crescimento mais modesto da procura externa, um preço do petróleo mais alto (próximo dos 80 dólares por barril em 2008), e uma valorização do euro mais acentuada, afectando o câmbio efectivo para Portugal.

    O executivo aumentou também a previsão para as taxas de juro em 2007, mantendo-as estáveis até 2009.

    A última actualização do PEC tinha sido feita em Dezembro de 2006.

    Ao nível das contas públicas e tal como já tinha sido anunciado, Portugal deve conseguir este ano obter um défice orçamental de 3,0 por cento do PIB, reduzindo depois esse rácio para 2,4 por cento em 2008 e para 0,4 por cento em 2010 (valor muito próximo do equilíbrio).

    A melhoria orçamental será conseguida do lado da receita e da despesa, refere o governo, à custa das reformas estruturais e da continuação da política de combate à fraude e evasão fiscais.

    Com esta melhoria no défice, a dívida pública deve manter também uma trajectória de recuperação, baixando para os 64,4 por cento do PIB em 2007, 64,1 por cento em 2008 até atingir os 56,1 por cento em 2011.

    Em 2010, Portugal deve conseguir voltar a ter uma dívida inferior ao objectivo dos 60 por cento, valor que anteriormente ainda não estava previsto nas contas do Governo (o PEC de Dezembro de 2006 antecipava que em 20010 a dívida estaria nos 62,2 por cento).

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