Governo mantém intenção de instalar polo hospitalar no Pico

Governo mantém intenção de instalar polo hospitalar no Pico

 

Lusa/AO online   Regional   29 de Mai de 2015, 19:09

O secretário regional da Saúde dos Açores reafirmou a intenção de instalar na Madalena, no Pico, um polo do Hospital da Horta, salientando, contudo, que não pretende "centralizar" os serviços de saúde da ilha num só concelho.

 

"Não estamos a falar de centralização de serviços. Estamos a falar da criação de um serviço que não existe", frisou Luís Cabral, numa audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Angra do Heroísmo.

O governante falava em reação a uma petição entregue no parlamento açoriano, com mais de mil assinaturas, que defende o recuo da centralização do serviço de urgências no Centro de Saúde da Madalena.

A ilha do Pico tem três centros de saúde, na Madalena, em São Roque e nas Lajes, abertos 24 horas por dia, com serviço de urgências, assegurado pelos médicos de família.

Os utentes temem que apenas o Centro de Saúde da Madalena mantenha o serviço urgências 24 horas por dia, alegando que o concelho não é o mais central da ilha e que a medida vai beneficiar apenas um terço da população.

O secretário regional da Saúde disse, no entanto, que a intenção da tutela é criar um "polo descentralizado do Hospital da Horta" (Faial), que terá um médico de Medicina Interna em permanência, oferecendo desta forma "algum tipo de resposta hospitalar" na ilha do Pico.

Segundo o governante, esta medida vai beneficiar toda a população da ilha do Pico e evitar deslocações para o Hospital da Horta, em situações de urgência e de internamento.

Quanto à escolha da Madalena, Luís Cabral disse que os peticionários não têm em consideração a centralidade demográfica do concelho, as condições físicas do centro de saúde e a proximidade geográfica com o Hospital da Horta, que suporta a unidade.

O secretário salientou ainda que os concelhos de São Roque e das Lajes terão viaturas de Suporte Imediato de Vida (SIV) para dar uma melhor resposta às situações urgentes, acrescentando que o serviço de atendimento permanente também já foi encerrado noutros centros de saúde na região, nas ilhas Terceira e São Miguel, com bons resultados.

O deputado do PSD Cláudio Lopes lamentou que a petição só agora tenha sido discutida, tendo já dado entrada na Assembleia Legislativa há mais de sete meses.

Para o parlamentar social-democrata, o executivo açoriano tem algumas "incertezas" quanto à medida ou não tem "firmeza" para a implementar.

Cláudio Lopes considerou que a criação de um serviço diferenciado na Madalena não deve implicar o encerramento dos serviços de urgências durante a noite nos restantes concelhos e acusou o executivo açoriano de não investir em equipamento no Centro de Saúde da Madalena.

O governante reconheceu que dos dois milhões de euros previstos no Orçamento da Região para equipamento no Centro de Saúde da Madalena, apenas 200 mil foram investidos, mas explicou que o investimento estava dependente da candidatura a fundos comunitários.

Questionado sobre o atraso na instalação de um destacamento de bombeiros na freguesia da Piedade, Luís Cabral disse que o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores já pressionou a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Lajes nesse sentido, acrescentando que se tal não acontecer pedirá a colaboração das outras associações humanitárias da ilha do Pico.


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