Governo espanhol destitui Puigdemont e todo o restante governo regional

Governo espanhol destitui Puigdemont e todo o restante governo regional

 

Lusa/AO online   Internacional   27 de Out de 2017, 19:25

O Governo espanhol ordenou hoje a destituição do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, o vice-presidente, Oriol Junqueras, e todos os 'consellers' (ministros regionais) da Generalitat, medidas ao abrigo da aplicação do artigo 155 da Constituição.


O anúncio das primeiras medidas ao abrigo do artigo 155 coube ao presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, que falava na sede do governo central, na Moncloa, em Madrid, a seguir a um conselho de ministros convocado para o efeito.

Além da destituição do presidente, do vice-presidente e dos "consellers" regionais da Catalunha, Rajoy também anunciou a extinção das representações do governo regional (Generalitat) no estrangeiro, entre as quais se conta a de Portugal, mas com exceção da delegação de Bruxelas.

Também ficam encerrados os gabinetes do presidente e do vice-presidente na Generalitat, o Conselho de Transição Nacional (órgão criado para assessorar o governo regional sobre uma independência) e o Conselho de Diplomacia Pública (Diplocat).

O Governo destituiu igualmente o diretor-geral dos Mossos d'Esquadra (polícia regional da Catalunha), Pere Soler.

"Trata-se das primeiras medidas que pomos em marcha para evitar que aqueles que até agora foram responsáveis [o executivo regional catalão] possam prosseguir com a sua escalada de desobediência", declarou Rajoy no final do Conselho de Ministros.

Entre as medidas aprovadas conta-se ainda a designação dos ministérios nacionais para executar o que for necessário em lugar dos órgãos administrativos catalães, agora desprovidos de "consellers".

O senado espanhol (câmara alta) aprovou hoje a aplicação inédita do artigo 155 da Constituição, que permite ao governo central suspender parte ou na totalidade a autonomia de uma região espanhola.

As medidas, disse Rajoy, visam "restituir o autogoverno que foi liquidado pelas decisões do governo catalão".



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