Governo dos Açores vai avançar com plano de combate às dependências

Governo dos Açores vai avançar com plano de combate às dependências

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Fev de 2018, 19:27

O Governo dos Açores vai avançar com um plano de combate às dependências, tendo em conta os valores apresentados de consumo de álcool e drogas pelos jovens, anunciou hoje o titular da pasta da Saúde.

“Estamos a preparar um plano de ação para a redução de comportamentos aditivos e das dependências de forma mais lata”, declarou Rui Luís, que falava no hospital de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, na sessão de abertura de uma formação sobre crianças vítimas de abusos destinadas a profissionais da saúde que exercem competências em matéria de infância e juventude.

O governante disse que está em curso um estudo sobre o que está na origem das dependências nos jovens dos Açores e referiu que um relatório anual do SICAD, divulgado na quarta-feira, sobre a situação das toxicodependências e dependências no país, indica que os Açores “surgem mais uma vez como uma das regiões onde o consumo é mais elevado”.

O SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, ainda de acordo com Rui Luís, sustenta no relatório que no que toca ao álcool o consumo médio “começa a diminuir”, mas “o problema é que cada vez existem maiores estados de embriaguez por parte de quem consome”.

“O consumo de drogas continua a ser muito grande nos Açores e temos que enfrentar estes problemas com rigor, competência, para que todos juntos consigamos combater este flagelo que afeta a nossa sociedade”, afirmou o responsável pela pasta da Saúde.

O secretário regional destacou, por outro lado, que a formação “é fundamental” para a partilha de experiências que contribuam para a melhoria da intervenção no diagnóstico e denuncia de abusos de crianças.

Para o governante - que sublinhou o “papel fundamental” do Comissariado dos Açores para a Infância - na linha da frente do combate aos abusos torna-se importante “atuar a montante” para prevenir estas situações e “minimizar as situações de abuso”.

Isabel Rodrigues, responsável pelo Comissariado dos Açores para a Infância, organismo que promoveu a iniciativa, referiu que esta é uma “questão estratégica” para o desenvolvimento das comunidades, que será assegurado no futuro pelas crianças.

A responsável destacou os “enormes custos pessoais e sociais” desta problemática, referindo o papel crucial que os profissionais de saúde desempenham nesta questão, uma vez que estão na linha da frente.



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