Governo dos Açores tem previstos no plano e orçamento 5,6 ME para pagar à SATA

Governo dos Açores tem previstos no plano e orçamento 5,6 ME para pagar à SATA

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Nov de 2015, 13:46

O secretário do Turismo e Transporte dos Açores afirmou hoje que o Executivo inscreveu no plano e orçamento para 2016 cerca de 5,6 milhões de euros para a SATA, cuja dívida será de 25 milhões no final de 2015.

“No próximo ano já está previsto o pagamento de mais cerca de 5,6 milhões de euros (ME)”, afirmou Vítor Fraga, acrescentando que “a 31 de outubro de 2015 dos 42 ME inscritos no plano e orçamento (2015) a região já pagou 24,3 ME”.

Ouvido na comissão de inquérito do parlamento açoriano ao Grupo SATA, em Ponta Delgada, o governante disse que o Executivo regional estima pagar até 31 de dezembro de 2015 o remanescente, ficando a dívida do Executivo à SATA no final do ano em 25 ME, valor que será pago “durante a execução do plano de negócios da SATA (2015–2020)”.

Segundo Vítor Fraga, a dívida do Governo Regional à SATA a 31 de dezembro de 2014 era de 45 ME, as indeminizações compensatórias para o ano de 2015 ascende a 22 ME, o que totaliza 67 ME, mas como o Executivo conta pagar este ano 42 ME ficará com uma dívida de 25 ME.

“O Governo Regional é uma entidade de bem e irá pagar todos os seus compromissos”, assegurou o governante, perante as críticas dos deputados da oposição.

Questionado sobre o impacto negativo da dívida da região nas contas da companhia aérea, o secretário dos Transportes explicou que se esta tivesse sido liquidada a 01 de janeiro de 2014 o impacto nas contas da SATA seria a redução de 35 ME negativos para 33,2 ME, porque “o custo verdadeiro do montante da dívida na SATA é de 1,8 ME”.

Quanto à dívida da SATA aos fornecedores, o governante, que entre maio e outubro de 2012 fez parte do Conselho de Administração da SATA, disse não ter de memória o valor.

A audição de Vítor Fraga foi a última audição presencial no âmbito desta comissão de inquérito ao Grupo SATA, sendo que serão ouvidos ainda, mas por escrito, o atual presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e o antigo presidente do Executivo e atual deputado na Assembleia da República, Carlos César.

O mandato desta comissão parlamentar de inquérito termina a 27 de dezembro.


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