Governo dos Açores rejeita construção de novo matadouro na ilha de São Jorge

Governo dos Açores rejeita construção de novo matadouro na ilha de São Jorge

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Mai de 2016, 06:06

O presidente do Governo dos Açores rejeitou a construção de um novo matadouro em São Jorge, considerando "não fazer sentido" a reivindicação do Conselho de Ilha após ter sido feito um investimento na atual estrutura.

 

“Nesta legislatura já tivemos um investimento de cerca 600 mil euros que permitiu aumentar a capacidade de frio e, portanto, o que eu tentei transmitir foi que não faz sentido, iniciado um processo de melhoria das condições para o frio, que agora paremos com esse processo e vamos falar na construção de um novo matadouro”, declarou Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo açoriano falava aos jornalistas após a reunião com o Conselho de Ilha de São Jorge, organismo que integra representantes de diversas entidades e que reivindicou a construção de um novo matadouro, encontro com que encerrou o primeiro dia da visita estatutária do Governo Regional à ilha.

Segundo Vasco Cordeiro, “há um investimento que está programado para melhoria das abegoarias (parque de espera do gado antes de ser abatido) e da linha de abate”, acreditando que, dessa forma, haverá condições “para fazer corresponder a infraestrutura de São Jorge àquilo que é necessário para esses objetivos”.

A presidente do Conselho de Ilha de São Jorge, Isabel Teixeira, adiantou que foi esta questão que a deixou “menos satisfeita” no encontro, dado ser uma matéria “muito importante”.

Isabel Teixeira adiantou que foram apresentados na reunião projetos que “são importantes para a ilha”, o que “não é de admirar” porque este ano há eleições regionais, pelo que já estava à espera que tal sucedesse.

“Continuamos com várias preocupações, especialmente em relação ao turismo, aos transportes, mesmo que os senhores secretários regionais digam que as coisas estejam a ser resolvidas ou que estão resolvidas, não achamos que estejam tão bem resolvidas”, adiantou a responsável.

Sobre o anúncio de projetos apresentados em ano de eleições, Vasco Cordeiro sustentou que “as medidas anunciadas correspondem ou ao cumprimento de compromissos assumidos ou às necessidades que surgiram da evolução que a ilha teve durante estes quatro anos”.

No encontro, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, informou não terem sido registadas limitações no atendimento do 112 e deu conta de um aumento das consultas médicas de especialidade a partir de 2015.

Quanto aos atrasos na receção de relatórios de exames médicos efetuados noutras ilhas, como denunciaram os conselheiros, Luís Cabral referiu que a nova administração do hospital da Terceira “já regularizou a situação”.

Já na área da agricultura, o titular das pastas da Agricultura e do Ambiente, Neto Viveiros, referiu que o apoio direcionado aos agricultores de São Miguel e da Terceira deve-se ao peso do setor leiteiro nestas duas ilhas.

“Não retirámos nada de ninguém. Foi uma medida pontual que foi desenhada para não penalizar nenhuma outra ilha”, explicou Neto Viveiros, depois de o Conselho de Ilha ter defendido que “o montante adicional (45 euros) ao setor leiteiro para as ilhas Terceira e São Miguel” devia ser alargado a todas as ilhas “sem exceção”.


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