Governo dos Açores quer mais vagas para formar médicos

Governo dos Açores quer mais vagas para formar médicos

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Jan de 2017, 18:10

O secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, defendeu hoje um aumento este ano do número de vagas para formação de médicos no arquipélago em diversas áreas, contribuindo para fixar mais clínicos nas ilhas.

“[Espero que] possam ser abertas maior número de vagas para que os médicos tenham formação. Ficando no local, a serem formados, com certeza que ganham maior apetência por ficar nos Açores”, disse Rui Luís em declarações à agência Lusa, após uma reunião, em Lisboa, com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Para o governante açoriano, há necessidade de equacionar novos incentivos à fixação dos médicos, como a formação contínua, a investigação e a qualidade dos equipamentos disponíveis, considerando que não pode ser só a questão financeira o único fator de atração destes profissionais de saúde.

O secretário regional explicou que a abertura de vagas para as especialidades depende do Ministério da Saúde, adiantando que, neste momento, os Açores têm três comissões de internato médico nomeadas.

“Temos idoneidade formativa em várias áreas, como a medicina geral e familiar, medicina interna e de saúde pública”, esclareceu Rui Luís.

No seu primeiro encontro com o ministro da Saúde desde que assumiu funções, em novembro de 2016, Rui Luís destacou que na reunião foi feita uma revisão dos protocolos que ao longo dos últimos anos e em sucessivos governos da República foram assinados com a região.

“Verificámos que estaria na altura de fazer um ponto de situação de tudo aquilo que já foi efetivamente aplicado com estes protocolos, o que possa estar pendente e transformar num único protocolo que, na prática, regule de um vez por todas o relacionamento entre o Serviço Regional de Saúde e o Serviço Nacional de Saúde”, adiantou Rui Luís, acrescentando que ficou agendada nova reunião com o ministro da Saúde em março.

Segundo disse o responsável, em causa estão protocolos relativos à telemedicina, formação dos médicos e questões informáticas, entre outros assuntos.

Rui Luís informou que também falou “de forma breve” com Adalberto Campos Fernandes da dívida do Serviço Nacional de Saúde à região e da do Serviço Regional de Saúde ao Estado, sem, contudo, abordar números, nem datas para a regularização das contas.

“O grupo de trabalho ainda não terminou [o seu trabalho] e, portanto, estamos a aguardar que este grupo termine para que o apuramento seja feito”, disse o secretário regional.

Em janeiro de 2016 o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, reuniu em Lisboa com o primeiro-ministro, António Costa, tendo ficado acordado um princípio de complementaridade entre Serviço Regional de Saúde e Serviço Nacional de Saúde, para por cobro a um diferendo que se arrastava há anos sobre a responsabilidade de pagar os tratamentos dos doentes açorianos deslocados no continente.

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