Governo dos Açores quer erradicar praga das térmitas numa década

Governo dos Açores quer erradicar praga das térmitas numa década

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Dez de 2014, 15:53

O Governo açoriano e a Universidade dos Açores estão a desenvolver um plano a dez anos de combate às térmitas nas diferentes ilhas, visando a sua erradicação, revelou hoje o secretário regional da Agricultura e Ambiente.

“Trata-se de um plano que está neste momento a ser implementado em parceria com a Universidade dos Açores e que tem por objetivo, num espaço temporal de dez anos, procedermos à erradicação das térmitas nas zonas urbanas mais afetadas”, declarou Luís Neto Viveiros aos jornalistas, em Ponta Delgada.

O governante açoriano falava depois de ter sido ouvido pela comissão de Economia do parlamento dos Açores sobre uma proposta do PSD que propõe a adoção de um plano estratégico de combate às pragas na agricultura e sobre a nova versão do programa europeu de apoio à produção nas regiões ultraperiféricas (POSEI).

Luís Neto Viveiros disse estar consciente de que “não é possível reconstruir” todas as habitações que necessitam de uma intervenção devido às térmitas, mas considerou que é, contudo, viável, através de sistemas de combate cientificamente comprovados, intervir no atual edificado, visando erradicar a praga.

Segundo revelou, o Plano e Orçamento dos Açores de 2015 tem previsto para este fim cerca de 40 mil euros, verba que irá suportar também um outro projeto, a desenvolver em parceria com a Câmara Municipal da Praia da Vitória, na ilha Terceira, relativo ao combate às térmitas subterrâneas.

Sobre o plano proposto pelo maior partido da oposição nos Açores (PSD), declarou, na comissão de Economia, que “tem méritos mas não parece a forma mais correta para tratar esta problemática”.

“Existe na região um conjunto de diplomas legais que enquadram esta temática. Não me parece justificável um plano estratégico de combate às pragas”, disse Luís Neto Viveiros.

O secretário regional da Agricultura e Ambiente, que admitiu acolher contributos para melhorar o atual quadro legislativo, defendeu que “é mais simples melhorar o que já existe do que fazer um novo plano”.

O deputado social-democrata Luís Rendeiro defendeu a necessidade de o executivo açoriano não ter nesta matéria uma postura “reativa mas proativa”, considerando ser igualmente preciso integrar a legislação dispersa num único documento para facilitar a vida aos agricultores.

Rendeiro questionou mesmo a eficácia das medidas para o combate às pragas nos Açores.

Em relação ao POSEI, Neto Viveiros considerou que as novas regras são positivas para o setor agrícola na região e destacou que se, a qualquer momento, os Açores sentirem necessidade de proceder a alguma alteração do programa, o podem fazer.

O deputado do PSD Renato Cordeiro considerou que o novo formato do POSEI é penalizador em 458 mil euros, mas Luís Neto Viveiros afirmou que os Açores “não perdem absolutamente nada”.

 


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