Governo dos Açores minimiza resultados negativos sobre retenção e abandono de alunos

Governo dos Açores minimiza resultados negativos sobre retenção e abandono de alunos

 

Lusa/Miguel Bettencourt Mota   Regional   13 de Dez de 2017, 07:47

O secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, minimizou hoje as estatísticas que dão conta de que os Açores estão acima da média nacional em matéria de retenção e abandono de alunos no ensino básico e secundário.

"Estamos a falar do ano letivo 2015/2016, o primeiro ano da implementação na região do programa Prosucesso", recordou o governante, em declarações à Lusa, na sede do Parlamento, na Horta, ressalvando que esses números "não podem ser vistos como um teste, quer aos projetos, quer as estratégias" que a Região delineou para o período de dez anos.

Em causa está o relatório sobre o "Estado da Educação 2016", hoje divulgado pelo Conselho Nacional da Educação (INE), que conclui que as escolas do país são dominadas pela "cultura da retenção" e que dá conta de um aumento de casos de abandono precoce, com base em dados estatísticos, que demonstram que os Açores são das piores regiões do país nesta matéria.

Apesar de admitir que os Açores permanecem "atrás da média nacional" nesta matéria, Avelino Meneses lembrou que estes dados revelam, apesar de tudo, "uma melhoria da Região em relação a um passado mais distante".

"Se fizermos a comparação entre 2012 e 2016 verificamos que em matéria de transição do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário nós temos sempre subidas a registar", destacou o titular da pasta da Educação no arquipélago.

O governante disse também já ter, em sua posse, "dados provisórios" relativamente ao ano letivo 2016/2017 que demonstram "alguns resultados encorajadores nas taxas de retenção", com melhorias na aprovação dos alunos, nomeadamente, no 1.º ciclo de 92% para 94%, no 2.º ciclo de 90% para 93%, no 3.º ciclo de 85% para 87%, e no secundário de 77% para 79%.

Apesar de a taxa de retenção e desistência ter voltado a diminuir em 2016, em todo o país, há ainda muitas crianças a chumbar logo nos primeiros anos de escolaridade: 8,9% dos alunos ficam retidos no 2.º ano e 17% chumbam até ao 6.º ano.



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