Governo dos Açores já disponibilizou 66 dos 70 ME do POSEI para 2015

Governo dos Açores já disponibilizou 66 dos 70 ME do POSEI para 2015

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Jul de 2015, 06:36

O titular da pasta da Agricultura revelou hoje que o Governo dos Açores já pagou 66 dos 70 milhões de euros de ajudas anuais do programa específico da UE para as regiões ultraperiféricas (POSEI).

“Os agricultores continuam a revelar dinamismo e vontade. Prova disso, e posso aqui anunciá-lo, é a taxa de execução do POSEI, que em junho já atingiu os 94 por cento. Ou seja, a região já pagou 66 dos 70 milhões de euros de ajudas anuais”, declarou Luís Neto Viveiros no encerramento do primeiro congresso nacional de jovens agricultores, em Ponta Delgada.

O programa POSEI visa apoiar os agricultores dos custos acrescidos de produzir em ilhas e combater as dificuldades de colocar os produtos regionais nos grandes mercados, devido ao fator distância.

O secretário regional da Agricultura e Ambiente destacou que esta taxa de execução do POSEI significa que se está a produzir e esses apoios não estão a ser desperdiçados por nenhum setor de atividade, tendo citado os casos do leite, carne, mel, vinho, flores, chá, fruta, a par do ananás, banana e produtos hortícolas.

Referindo-se à internacionalização das empresas açorianas, o governante lembrou que a região é penalizada nos custos “devido à sua descontinuidade geográfica e da distância dos mercados de destino”.

Luís Neto Viveiros considerou que o desafio que se coloca à região e ao país é “ultrapassar a crise instalada” no setor a nível europeu e “recolocar os produtos em mercados alternativos”.

“No entanto, reafirmo, num cenário adverso para o escoamento do leite e derivados que as unidades fabris enfrentam, de facto, o custo da instabilidade dos mercados não pode ser apenas imputado à produção”, declarou.

Ainda nesse contexto, o responsável dos Açores pela pasta da Agricultura reiterou que os mecanismos despoletados pela Comissão Europeia face ao embargo russo, nomeadamente o apoio ao armazenamento, “já não são suficientes”.

Luís Neto Viveiros defendeu que para as regiões ultraperiféricas como os Açores, e de montanha, em particular, “têm que ser criados mecanismos adicionais” neste período de transição.

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