Governo dos Açores garante lugares para passageiros do Corvo em voos com escala

Governo dos Açores garante lugares para passageiros do Corvo em voos com escala

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Jul de 2015, 07:38

O Governo dos Açores garantiu na quinta-feira que os voos do Corvo vão ter sempre lugares reservados para os habitantes da ilha quando, no próximo outono, passarem a fazer todos escala nas Flores.

A partir de outubro, quando entrarem em vigor novas obrigações de serviço público nas ligações aéreas entre as ilhas dos Açores, os voos do Corvo passarão sempre a fazer escala nas Flores durante a época baixa.

Numa reunião na quinta-feira à noite, o Conselho de Ilha do Corvo pediu ao Governo Regional dos Açores para esta situação ser revista "de forma a evitar que a ilha das Flores seja porta de saída e entrada em todas as ligações aéreas" com o Corvo.

O secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, garantiu que após terminado o processo do concurso para a concessão do serviço público dos voos inter-ilhas a partir de outubro à SATA (única concorrente), pedirá à empresa para avaliar a questão e ver se será possível fazer algumas ligações ao Corvo sem escala nas Flores.

No entanto, sublinhou que mesmo com escala nas Flores, os voos terão sempre 21 lugares reservados para passageiros do Corvo, assim como capacidade de carga.

Segundo Vítor Fraga, os voos saem do Corvo, na época baixa, no máximo, com 21 passageiros, quando os aviões da SATA que operam na ilha têm capacidade para 37 pessoas, pelo que foi dada à empresa esta oportunidade de passar a poder conjugar as ligações com as Flores, para assim tentar rentabilizar mais a operação.

O secretário regional lembrou ainda que esta mudança se insere numa "alteração mais vasta" à escala regional que visa tornar as ligações aéreas entre as nove ilhas açorianas mais eficazes, "permitindo maior mobilidade", mas também tem o objetivo de baixar os preços dos bilhetes.

Vítor Fraga sublinhou que os novos preços, em vigor a partir de outubro, são a "maior redução de sempre" de tarifas inter-ilhas nos Açores e que, no caso do Corvo, os bilhetes passarão a custar menos 11 a 24 por cento.

Na reunião de quinta-feira, realizada em Vila do Corvo, os conselheiros pediram também mudanças nas ligações marítimas à vizinha ilha das Flores durante a época alta.

Vítor Fraga explicou que também estas ligações vão passar a ser reguladas por obrigações de serviço público que preveem "toques mínimos" em cada ilha por semana, sublinhando que poderá haver mais ligações se a procura o justificar.

Na área da saúde, os conselheiros do Corvo pediram para ser elaborada "uma calendarização com a deslocação de médicos especialistas" à ilha.

O secretário regional da Saúde, Luís Cabral, referiu que, de acordo com as solicitações da Unidade de Saúde de Ilha, houve já este ano deslocações de especialistas ao Corvo e que outras estão previstas até dezembro.

No entanto, reconheceu dificuldades no que toca à medicina dentária por falta de disponibilidade do médico que deveria fazer as deslocações. Para contornar a questão, foram contactados outros profissionais que trabalham no arquipélago e, segundo Luís Cabral, em breve começarão a ir ao Corvo dentistas para responder às necessidades da população local.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas sobre esta questão das deslocações de médicos, o presidente do Governo açoriano, Vasco Cordeiro, considerou que "após um período de alguns acertos e aperfeiçoamentos", na sequência da entrada em vigor de nova legislação, há agora uma "fase de consolidação", havendo resposta para as necessidades das populações.

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