Governo dos Açores "estranha" anúncio de greve pelos trabalhadores dos portos


 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Fev de 2015, 08:46

O Governo dos Açores disse hoje que "estranha" o anúncio de uma greve pelos trabalhadores dos portos na região, dizendo que tem estado sempre disponível para dialogar com o sindicato que os representa.

Num comunicado, o executivo regional diz que informou na sexta-feira passada o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias (SNTAJP) de que "a 02 de fevereiro seria aprovada em Conselho de Governo [Regional] uma resolução que estabelece a remuneração complementar para as empresas públicas regionais", o que assegura "aos seus trabalhadores estabilidade remuneratória em 2015".

Dizendo que "não pode compreender" por isso a posição do sindicato, o executivo açoriano acrescenta que, "ao longo do processo negocial", tem estado "sempre disponível para dialogar com o SNTAJP para, em conjunto, encontrar uma solução que satisfaça os trabalhadores portuários, garantindo e salvaguardando os interesses dos Açores e dos açorianos".

O SNTAJP anunciou na segunda-feira uma greve nos portos dos Açores de 09 a 15 de fevereiro por o Governo Regional não os isentar dos cortes salariais, como acontece no resto do país, sublinhando o sindicato que o Orçamento do Estado dá essa possibilidade.

“O pessoal das administrações portuárias está isento dos cortes com fundamento na própria lei do Orçamento do Estado. Essa situação já vem do ano passado e, nos Açores, tem-se, de algum modo, recusado essa aplicação”, disse à agência Lusa o sindicalista Serafim Gomes.

O sindicato disse esperar que o Governo dos Açores, tal como fez o executivo da Madeira, adote as medidas legislativas necessárias para ultrapassar este impasse.

“Ainda estamos a tempo de tentar evitar uma greve que também não gostamos de fazer, mas andamos este tempo todo - são meses e meses - com promessas e compromissos que depois não são cumpridos”, disse o sindicalista.

De acordo com Serafim Gomes, o pré-aviso de greve abrange também os navios oriundos dos portos dos Açores que escalem os portos do continente, para além do trabalho nos portos da região.

A remuneração complementar é atribuída nos Açores a funcionários públicos da administração regional.

 



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