Governo e PSD discordam sobre plano de gestão de riscos de inundações

Governo e PSD discordam sobre plano de gestão de riscos de inundações

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Jun de 2016, 17:59

O secretário da Agricultura e Ambiente dos Açores afirmou que as zonas escolhidas para integrar o plano regional de gestão de riscos de inundações têm "históricos graves", mas o PSD alertou que o documento "peca por ser curto".

 

"Foram estudadas todas as bacias hidrográficas da região, em todas as ilhas, num período muito longo. Estamos a falar de cerca de três séculos e foi avaliado o impacto que as ocorrências tiveram do ponto de vista de perdas humanas, prejuízos em habitações ou outras", afirmou o secretário regional Luís Neto Viveiros, após ter sido ouvido na Comissão Permanente de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, em Ponta Delgada.

Para o deputado regional social-democrata Luís Rendeiro, o documento, que inclui medidas preventivas e de preparação, deveria ser "mais abrangente", contemplando mais bacias hidrográficas.

"Há outras zonas de risco nos Açores. Há casos como a Ribeira de São Bento e a Ribeiro dos Moinhos, na ilha Terceira", referiu o deputado terceirense.

A execução do plano de gestão de riscos de inundações dos Açores, região onde estão identificadas cinco bacias com maior potencial de problemas, vai custar 4,2 milhões de euros.

Segundo Luís Neto Viveiros, "há cerca de dois milhões de euros de obras que já foram executadas".

Em janeiro, o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, adiantou à agência Lusa que "as cinco bacias hidrográficas com maior risco, decorrente do seu historial", estão localizadas em três ilhas e correspondem "à ribeira Grande, na ilha das Flores, às ribeiras da Agualva e do Porto Judeu (ribeira do Testo e grota do Tapete), na ilha Terceira, e à ribeira Grande e à ribeira da Povoação, na ilha de São Miguel".

O responsável esclareceu ainda que as medidas propostas no plano têm um horizonte temporal até 2021.

De acordo com o deputado socialista José Contente, "nesta primeira fase o documento responde a várias situações", embora, no limite, "os Açores todos deviam ser incluídos, porque em todos os locais, por vezes aleatoriamente, há zonas que podem suscitar preocupação".

O secretário regional da Agricultura e Ambiente referiu ainda que o documento tem de ser revisto de seis em seis anos e admitiu que outras zonas possam vir a ser incluídas devido ao seu histórico.


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