Governo dos Açores diz ser hora "de passar dos estudos à ação" na Terceira

Governo dos Açores diz ser hora "de passar dos estudos à ação" na Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Jul de 2015, 12:46

O vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, disse hoje que está na hora "de passar dos estudos para a ação" no que toca à revitalização da economia da ilha Terceira, por causa das Lajes.

"Está na hora de sabermos aquilo com que a República se propõe a colaborar e participar neste processo e isso tem de ser com toda a objetividade concluído até meados de agosto", disse Sérgio Ávila aos jornalistas, na ilha do Corvo.

Sérgio Ávila sublinhou que "o que ficou combinado" na semana passada, entre os governos da República e dos Açores foi justamente definir até meados de agosto que medidas serão tomadas pela República para revitalizar a economia da ilha Terceira e mitigar o impacto que terá a diminuição do contingente norte-americano na base das Lajes.

O vice-presidente do Governo dos Açores considerou por isso "extemporânea" a apresentação, na quarta-feira, aos empresários da Terceira, do estudo feito por um grupo de trabalho criado pelo primeiro-ministro por causa da economia da ilha e a base das Lajes.

O estudo foi apresentado pelos secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias, numa iniciativa que Sérgio Ávila diz se ter revelado "uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma", já que o estudo em causa chegou "exatamente às mesmas conclusões" que o Plano de Revitalização da Economia da Ilha Terceira (PREIT) elaborado pelo Governo dos Açores no início do ano e entregue, na mesma altura, ao executivo nacional.

"O Governo da República entendeu que devia fazer um estudo e perdeu seis meses a fazer um estudo para chegar exatamente às conclusões que constavam da nossa proposta de janeiro", sublinhou Sérgio Ávila, acrescentando que, "a partir deste momento, o que importa é definir com clareza e objetividade com quê, quando e como o Governo da República contribui para a execução" do PREIT, "que, pelos vistos, depois de seis meses de estudo, considerou que era a estratégia correta de desenvolvimento" da ilha e da região.

O secretário de Estado Adjunto da Economia apresentou na quarta-feira aos empresários da Terceira dez propostas de mitigação do impacto da redução militar na base das Lajes, mas salientou que a sua implementação tem de partir do Governo Regional.

“Nós entendemos que essas possam ser prioridades, mas caberá ao Governo da Região Autónoma dos Açores, se assim o entender e quando o entender, optar por estas estratégias”, salientou Leonardo Mathias, na apresentação do estudo desenvolvido por um grupo de trabalho composto por vários ministros e pelo vice-presidente do Governo Regional dos Açores.

O secretário de Estado considerou que a economia da ilha Terceira precisa de um “choque elétrico”, alegando que o problema não passa apenas pela base das Lajes, mas sublinhou que não é “uma mala de dinheiro” que resolve o problema.

O estudo só estará concluído em “meados de agosto”, altura em que o secretário de Estado espera que Governo Regional já tenha identificado as propostas que pretende seguir e de que forma.

 



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