Governo dos Açores diz que formação de pescadores é essencial e continuará em 2016

Governo dos Açores diz que formação de pescadores é essencial e continuará em 2016

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2015, 11:21

O secretário regional do Mar dos Açores afirmou hoje que a formação dos pescadores é essencial e vai continuar em 2016, nomeadamente com a Escola do Mar no Faial, mas a oposição apontou falhas nas políticas públicas.

 

“O investimento em formação tem crescido todos os anos. Temos feito esforço para formar os pescadores em diferentes áreas”, afirmou Fausto Brito e Abreu na apresentação dos investimentos da secretaria regional para 2016, no parlamento dos Açores.

O governante referiu que, no próximo ano, está previsto o arranque da Escola do Mar, na ilha do Faial, investimento cujo lançamento do concurso público para a primeira fase de requalificação da antiga Estação Rádio Naval que a Marinha tinha na Horta para acolher a escola ocorreu em julho.

A Escola do Mar dos Açores será um estabelecimento de ensino profissional a funcionar em regime de paralelismo pedagógico integrado no sistema educativo regional, nos termos do estatuto do ensino particular cooperativo e solidário, e é um projeto que resulta de uma parceria que envolve também a Câmara Municipal da Horta, a Universidade dos Açores (através do seu Departamento de Oceanografia e Pescas, igualmente instalado no Faial) e a Escola Náutica Infante D. Henrique.

A oposição contestou, no entanto, as políticas públicas seguidas neste setor, com o deputado do PSD Luís Garcia a acusar o Governo Regional socialista de ter falhado na melhoria dos rendimentos dos pescadores, dado que, “nos últimos anos, os pescadores açorianos perderam 12 milhões de euros”.

“Este Governo falhou na formação e qualificação destes profissionais, algo tão importante para a dignificação destas pessoas, e falhou também na construção de infraestruturas. Falhou de forma grave na promoção da sustentabilidade dos recursos piscatórios”, afirmou Luís Garcia, sublinhando que no Plano para 2016 não há medidas inovadoras que invertam o “cenário negro” das Pescas.

O socialista José San Bento argumentando, no entanto, que “a situação no setor não é fácil e implica um conjunto de medidas políticas que estão a ser tomadas”.

Já o deputado comunista Aníbal Pires perguntou ao governante como pensa resolver o “problema crónico do setor”, que se prende com a formação e o rendimento, “duas variáveis que estão relacionadas e cuja raiz do problema nunca foi atacada”.

Em resposta, o governante disse que as soluções do executivo “não são sempre as mesmas” e que tem tentado, por exemplo, aproximar os cientistas dos pescadores e apostado em formações para os homens do mar em diversas áreas.

O secretário do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou que para 2016 a sua secretaria tem 50 milhões de euros para investimento previsto, um crescimento de 33% comparativamente a 2015.

 



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