Governo dos Açores diz que consolidação da falésia em Rabo de Peixe começa este ano

Governo dos Açores diz que consolidação da falésia em Rabo de Peixe começa este ano

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Jun de 2016, 18:35

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, nos Açores, afirmou hoje que a obra de consolidação de uma falésia em Rabo de Peixe, que sofreu na quinta-feira nova derrocada, terá início ainda este ano.

 

"Deve ter início ainda este ano. O projeto de execução está a ser ultimado”, afirmou Fausto Brito e Abreu aos jornalistas, após uma reunião com o presidente da Câmara da Ribeira Grande, técnicos do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), representante da Autoridade Marítima e o presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe.

Na quinta-feira ocorreu, na vila de Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, uma nova derrocada na falésia sobranceira ao porto, o que deixou novamente a população em sobressalto, tendo esta voltado a insistir na necessidade de obras urgentes para consolidar a falésia.

Desde 2015 que a zona onde ocorreu a derrocada está a ser intervencionada por parte do Governo Regional dos Açores, com a demolição de mais de duas dezenas de imóveis em risco, o recuo do limite do passeio do lado norte e imposição de restrições ao trânsito na Rua de São Sebastião.

Fausto Brito e Abreu referiu que pela informação técnica que recebeu “não há nenhuma habitação em risco que exija realojamento de pessoas e a estrada também não apresenta nenhum tipo de fissuras”.

O governante revelou que entre as “medidas imediatas” a tomar consta a interdição da circulação automóvel na Rua de São Sebastião, já em curso, e “vai ser avaliada a possibilidade de fazer o desprendimento controlado de alguns blocos, que ameaçam ruir”, porque após a última derrocada “criaram-se fendas de descompressão”.

Admitindo que possam ocorrem novas derrocadas na zona, Fausto Brito e Abreu adiantou que “há a suspeição de ter havido infiltração de águas das chuvas recentes ou até mesmo algum esgoto que não seja conhecido de alguma casa”, acrescentando que a Câmara da Ribeira Grande está a inspecionar a rede de águas fluviais e analisar casa a casa nesta rua.

Segundo disse o secretário regional, reiterando que a obra do novo porto nada tem a ver com as derrocadas, a estrutura geológica da arriba em questão é “muito frágil e instável”, tendo regredido desde os anos 50, do século XX, “cerca de 40 centímetros por ano em média”.

Para o autarca da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, estamos perante uma “obra urgente e que merece toda a atenção das entidades competentes”.

“Espero que agora passemos das palavras aos atos e que fiquem sempre salvaguardadas pessoas e bens”, afirmou Alexandre Gaudêncio, alegando que a autarquia tem monitorizado o evoluir deste processo desde o início.

Questionado sobre a construção de uma nova moradia na Rua de São Sebastião, o presidente da Câmara justificou que o processo de licenciamento foi “normal” e que “a partir do momento em que não há perigo classificado ou iminência de perigo qualquer obra pode ser feita em conformidade com a legislação”.

 


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