Governo dos Açores diz desconhecer lixeiras ilegais nas Flores

Governo dos Açores diz desconhecer lixeiras ilegais nas Flores

 

LUSA/AO online   Regional   21 de Ago de 2015, 15:17

O Governo dos Açores assegurou hoje desconhecer a existência de lixeiras ilegais nas na ilha das Flores, ao contrário daquilo que afirmou o deputado do PCP no parlamento regional, Aníbal Pires

"O Governo dos Açores não tem conhecimento da existência de quaisquer lixeiras ilegais na ilha das Flores", lê-se num comunicado do executivo.

Por outro lado, "quanto à queima de resíduos", a Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente afirma que, "após averiguação, constatou que a mesma correspondia à realização de uma queimada de subprodutos de origem florestal, incorporando alguns resíduos de outra natureza, tendo sido efetuado o correspondente auto de notícia pelo Serviço de Ambiente das Flores, ao qual será dado o seguimento adequado".

A Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente sublinha ainda que o Centro de Processamento de Resíduos da Ilha das Flores "está em pleno funcionamento desde 2013" e faz o tratamento de "mais de 85% dos resíduos urbanos gerados na ilha".

Além disso, acrescenta que, "neste momento, decorre a empreitada de selagem das duas lixeiras da ilha das Flores, no valor de cerca de 1,1 milhões de euros e que deverá ficar concluída durante o próximo mês de setembro".

O PCP/Açores disse na quinta-feira que há na ilha das Flores “novas lixeiras a céu aberto, de grandes dimensões e com resíduos perigosos” e exigiu “esclarecimentos urgentes” do Governo Regional.

“Estas lixeiras são conhecidas pelas entidades locais e regionais, que, ao contrário do que seria o seu dever, não tomam qualquer atitude para encerrar estas lixeiras e identificar os responsáveis”, afirmou Aníbal Pires, aos jornalistas, no final de uma visita oficial às Flores.

Segundo o dirigente comunista, estão em causa situações que podem constituir crime ambiental e que são “tanto mais graves numa ilha que é Reserva da Biosfera [da Unesco, agência das Nações Unidas] e em que existem valores ambientais únicos e frágeis que têm de ser protegidos”.

“O PCP exige esclarecimentos urgentes do Governo Regional e o rápido encerramento destas lixeiras ilegais, bem como a responsabilização legal e administrativa dos indivíduos e ou entidades causadoras deste grave prejuízo ambiental”, referiu Aníbal Pires.

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