Governo dos Açores com dever cumprido em legislatura desafiante

Governo dos Açores com dever cumprido em legislatura desafiante

 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Jun de 2016, 08:38

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou hoje que a atual legislatura foi desafiante, referindo que a sensação de dever cumprido não significa que está tudo feito.

“Sensação de dever cumprido neste sentido, aquilo que nos apareceu pela frente foi enfrentado com toda a nossa capacidade e com todo o nosso empenho”, afirmou Vasco Cordeiro, em Santa Cruz da Graciosa, no final da reunião com o Conselho de Ilha, no âmbito da visita estatutária que o executivo regional efetua até terça-feira à Graciosa.

O governante salientou que esta legislatura foi “particularmente desafiante nos mais variados domínios”, da economia ao emprego e às questões sociais, garantindo não ter dúvidas de que “o Governo enfrentou todos esses desafios com o máximo da sua capacidade e dos instrumentos que tinha à sua disposição”.

Segundo Vasco Cordeiro, “não é uma sensação de dever cumprido no sentido de dizer que está tudo feito”, sustentou, referindo ter consciência que “há matérias que gostaria que já estivessem resolvidas”.

Sobre as preocupações manifestadas pelo Conselho de Ilha da Graciosa, organismo consultivo que integra autarcas e representantes dos sindicatos, associações empresariais e outras entidades ligadas ao ambiente, pescas ou agricultura, relativas à desertificação e à falta de emprego para os jovens, o chefe do executivo açoriano enumerou um conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo Regional.

“Ainda esta manhã tivemos a assinatura de vários contratos de apoio público a investimento privado na dinamização da vitivinicultura”, declarou, apontando, igualmente, a construção equipamentos sociais que dão “melhores garantias às famílias para viverem na Graciosa”.

Para Vasco Cordeiro, “quando num conjunto variado de áreas se criam condições e melhores condições” para que a população tenha o mesmo direito que existe noutras ilhas, “é também um fator de coesão” que se está a construir.

A desertificação, os transportes e a água foram algumas das preocupações manifestadas pelo Conselho de Ilha da Graciosa num memorando enviado ao executivo açoriano para preparação da visita estatutária, documento que hoje foi debatido entre os conselheiros e os membros do Governo Regional.

Sobre o pedido de uma ligação aérea direta Graciosa-São Miguel, o secretário regional do Turismo e Transportes, Vítor Fraga explicou no encontro que, em média, em janeiro há 13 passageiros/dia enquanto em agosto esse número é de 33.

“A estatística demonstra que há um reduzido número de tráfego de passageiros que faz Graciosa-Ponta Delgada (que tem escala na Terceira)”, sustentou Vítor Fraga.

Quanto ao pedido sobre o ajustamento do horário frequência e barcos da Atlânticoline, empresa pública de transporte marítimo de passageiros e viaturas, Vítor Fraga declarou que entre 2013 e 2016, “houve um incremento de 40% da oferta de lugares e toques (número de escalas de barcos)” na Graciosa, sublinhando que “os ajustamentos dos horários são feitos consultados várias entidades locais”.

Relativamente ao projeto para a dessalinização da água, o secretário regional da Agricultura e Ambiente, Neto Viveiros, garantiu, primeiro, “não haver problemas para a saúde pública”, dado que os indicadores são normais, mas face à eventualidade de existir problemas no futuro, vai ser solicitado ao Laboratório Regional de Engenharia Civil para detalhar esta situação e propor soluções.

O presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, a segunda mais pequena dos Açores, depois do Corvo, manifestou-se satisfeito com os resultados da reunião, destacando o “esforço” do Governo Regional.

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