Governo dos Açores acompanha regularização do abastecimento da região

Governo dos Açores acompanha regularização do abastecimento da região

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Mai de 2016, 05:50

O Governo dos Açores anunciou que está a acompanhar a regularização do abastecimento de carga à região, na sequência da greve dos estivadores, prevendo-se que até dia 25 toda a carga atrasada com destino ao arquipélago esteja regularizada.

 

Segundo uma nota do gabinete de imprensa do Governo Regional, “ainda hoje, o navio 'Furnas' carregou toda a mercadoria que estava até agora no terminal da Sotagus, em Lisboa, devendo chegar a Ponta Delgada no dia 21”.

Já na quinta e sexta-feira, o navio “Ponta do Sol” vai carregar “no terminal TML, em Lisboa, toda a carga atrasada, seguindo viagem para a região”, embora possa “deixar ainda alguns contentores”.

“No dia 25, o navio 'Lara S' carregará em Leixões, prevendo-se que transporte toda a carga existente com destino aos Açores, regularizando assim o abastecimento do arquipélago”, adianta a mesma nota.

O executivo açoriano adianta que, para fazer face à greve nos portos de Lisboa e Setúbal, “o Governo da República implementou serviços mínimos, tendo em consideração, na totalidade, a solicitação efetuada pelo Governo dos Açores sobre as necessidades de abastecimento da região”.

“No entanto, no entender do Governo dos Açores, os sindicatos representativos dos estivadores fizeram uma interpretação menos correta do despacho que definiu os serviços mínimos, não garantindo assim o necessário abastecimento aos Açores”, refere a mesma nota.

Face a esta situação, o executivo regional, liderado por Vasco Cordeiro, “alertou o Governo da República para a necessidade de clarificação do despacho de implementação dos serviços mínimos, o que veio a verificar-se”.

Na passada quinta-feira, o presidente do Sindicato dos Estivadores, António Mariano, justificou à Lusa que o prolongamento da greve até 16 de junho se deve à "falta de entendimento" entre as partes e por não se terem alterado as condições.

No entender de António Mariano, as empresas portuárias pretendem para o porto de Lisboa um “modelo de trabalho desregulamentado que vai levar ao despedimento coletivo dos estivadores”, adiantando que os serviços mínimos decretados nos despachos estão a ser cumpridos “totalmente”.

No mesmo dia, o secretário regional do Turismo e Transportes dos Açores, Vítor Fraga, declarou que o prolongamento da greve dos estivadores penaliza “fortemente” as regiões autónomas, alertando que a deslocação de mercadorias para o porto de Leixões terá custos para o consumidor final.

“É uma situação que, mais uma vez, irá penalizar fortemente as regiões autónomas, aliás esta greve tem penalizado sobretudo as regiões autónomas”, afirmou hoje Vítor Fraga, considerando que “este prolongar da greve é, mais uma vez, uma situação que irá criar constrangimentos à economia açoriana”, às empresas da região e “afetar diretamente a vida” da população.


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