Governo da Madeira diz que grandes obras após temporal de 2010 na Madeira estão feitas

Governo da Madeira diz que grandes obras após temporal de 2010 na Madeira estão feitas

 

Lusa/AO Online   Nacional   9 de Mar de 2015, 15:51

O vice-presidente do Governo Regional da Madeira, João Cunha e Silva, disse que as grandes obras da reconstrução das estruturas afetadas pelo temporal de 20 de fevereiro de 2010 estão concluídas.

 

Os “pequenos” projetos ainda por realizar estão incluídos na Lei de Meios criada para permitir as obras.

“As grandes obras estão feitas, agora há pequenas obras que ainda estão por fazer e vão continuar, com certeza, a ser feitas, porque quando se negociou a Lei de Meios, negociou-se financiamento suficiente para que essas também possam ser feitas”, disse João Cunha e Silva aos jornalistas na apresentação do projeto “Monitorizar ribeiras para prevenção do risco de aluviões”.

O governante, que ficou responsável pelas obras da reconstrução após o temporal que assolou, sobretudo, os concelhos do Funchal e da Ribeira Brava, provocando mais de quatro dezenas de mortos, seis desaparecidos e prejuízos materiais avaliados em 1.080 milhões de euros, admitiu que ficaram por concluir os projetos relacionados com a proteção de ribeiras a montante no Funchal, uma segunda fase do curso de água da Ribeira Brava, a ribeira da Madalena do Mar, que “era suposto ser feito ao longo deste ano”.

Cunha e Silva salientou que o projeto de monitorização das ribeiras hoje apresentado, desenvolvido pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) da Madeira, já está a funcionar e permite “preparar as populações e as autoridades” para situações semelhantes à que se verificou a 20 de fevereiro de 2010.

“Hoje estamos no LREC a ver em tempo real o que está a acontecer em todas as ribeiras do Funchal e sabemos do volume das águas, da precipitação e de resíduos sólidos que atravessam as ribeiras e a tempo podemos avisar as autoridades e as populações e garantir mais segurança para as pessoas e bens”, destacou.

Cunha e Silva considerou que este “é um projeto de alta qualidade, feito com pouco custo (570 mil euros), muito financiado por fundos europeus (85%)”.

Este projeto foi implementado em quatro das cinco ribeiras mais afetadas (três no Funchal e uma na Ribeira Brava), inclui uma rede de telecomunicações própria, sendo composto por 32 câmaras de vídeo (oito por cada um dos cursos de água) que transmitem imagens em tempo real.

Também dispõe de 12 udómetros (medidores de precipitação), dez sismógrafos para controlar as vibrações, quatro sensores ultrassónicos e outros quatro de radar para avaliar o nível das águas.

Em situação de risco é gerado um alerta automático, sendo “mais uma ferramenta ao dispor da Proteção Civil para poder mobilizar todos os meios da segurança pública antecipadamente”, realçou Paulo França, responsável pelo LREC, defendendo que este projeto-piloto “deve ser alargado às outras ribeiras da região”.


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