Governo da Madeira defende reforço da economia social

Governo da Madeira defende reforço da economia social

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Mar de 2016, 17:39

O presidente do Governo Regional da Madeira defendeu, no Funchal, que o setor da economia social deve ser estimulado com vista à criação de uma sociedade mais coesa, justa e humanizada.

 

"Penso que, neste momento, aqui na região, temos condições para, trabalhando na área da economia social, minimizarmos o nosso desemprego, criarmos riqueza, assegurarmos o empreendedorismo e garantirmos a promoção de novos produtos e serviços no mercado regional", disse Miguel Albuquerque, na abertura da I Feira da Economia Social e Solidária.

O governante considerou que o mundo viveu nas últimas duas décadas um "delírio da globalização económica e financeira", onde não havia regras e a única coisa que contava era o lucro e a ganância.

"Aquilo que se chamava economia era, no fundo, uma gestão global de ativos financeiros fictícios, que não tinham correspondência com a economia real", disse Miguel Albuquerque, sublinhando que tudo "ruiu como um castelo de cartas" a partir de 2008, gerando graves crises sociais.

O chefe do executivo madeirense salientou que é preciso mudar de paradigma, incentivando, por exemplo, o desenvolvimento do denominado terceiro setor - o da economia social - que, segundo disse, em Portugal já representa 3,7% do PIB e 5% do emprego.

"Não é a resposta total, não é a alternativa única, mas é uma alternativa credível e que deve ser trabalhada para termos uma sociedade mais coesa, mais justa e mais humanizada", vincou.

A I Feira da Economia Social e Solidária, que decorre no Funchal até domingo, conta com a participação de 55 entidades ligadas à economia social, 24 casas do povo, dois institutos públicos e uma cooperativa.

Na inauguração, foi apresentado o Prémio Inovação Social Santander Totta, para distinguir o melhor projeto do setor e, por outro lado, foi assinado um protocolo de microcrédito com o Millennium BCP, destinado a assegurar a criação de microempresas e autoemprego.

A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, responsável pela organização da feira, disse, na sessão de abertura, que a economia social procura "dignificar a pessoa humana e a sua sustentabilidade" e lembrou que, em 2015, o executivo estabeleceu acordos de cooperação no valor de 17,4 milhões de euros com instituições de solidariedade social.

Por outro lado, nesse ano foram atribuídos 401 mil euros de subsídios a 40 casas do povo.

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