Governo compromete-se a adequar contratação de enfermeiros às necessidades das unidades

Governo compromete-se a adequar contratação de enfermeiros às necessidades das unidades

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Abr de 2015, 14:55

O Governo Regional dos Açores comprometeu-se a dotar as unidades de saúde da região de mais enfermeiros de acordo com um estudo das necessidades de cada unidade que será efetuado pela Ordem dos Enfermeiros (OE).

 

"Até 30 de setembro iremos entregar um documento na Secretaria Regional da Saúde, que faz esse levantamento e esse cálculo do número de enfermeiros de cuidados gerais e de enfermeiros especialistas que exercem na região", explicou o presidente da secção regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros.

Tiago Lopes falava aos jornalistas à margem da assinatura de um acordo de cooperação entre a Ordem dos Enfermeiros e a Secretaria Regional da Saúde dos Açores.

O estudo será feito com base na norma para o "cálculo de dotações seguras dos cuidados de enfermagem", publicado em Diário da República em dezembro de 2014.

O representante da Ordem dos Enfermeiros nos Açores disse ainda não ter uma estimativa de quantos enfermeiros serão necessários contratar, até porque "têm sido implementadas algumas mudanças organizacionais nas unidades de saúde da região", mas adiantou que são os centros de saúde que necessitam de maior reforço.

"É nos cuidados de saúde primários que reside o maior problema e agora com a aplicação deste acordo esperamos que se resolvam o mais rapidamente possível", frisou.

Tiago Lopes lembrou, por exemplo, que nas unidades de saúde das ilhas do Pico e de São Jorge há situações em que o enfermeiro do turno da noite "não consegue dar resposta às unidades de internamento e às unidades de serviço de atendimento permanente que estão abertas".

O representante da OE salientou que o objetivo é que os enfermeiros "consigam oferecer os cuidados de enfermagem ao nível da promoção da saúde e da prevenção da doença" e que não fiquem apenas "amarrados" às tarefas que fazem atualmente de forma "apressada" e "com menores níveis de qualidade e de segurança".

Segundo o secretário regional de Saúde, a redução do horário de trabalho dos enfermeiros de 40 para 35 horas, que está em discussão, terá mais impacto na contratação de novos profissionais do que o estudo da Ordem dos Enfermeiros, até porque o rácio de enfermeiros por utentes nos Açores é superior ao do continente e da Madeira.

"Pelos resultados que temos tido sobre essa matéria, parece-me que a maior parte das unidades da região estará em condições, com uma contratação relativamente pequena, de fazer cumprir com esses rácios", frisou.

É nas unidades de cuidados de saúde primários, em funcionamento 24 horas, com serviços de urgências e internamento, que o governante prevê que exista uma maior necessidade de contratação.

Ainda assim, de acordo com Luís Cabral, o possível reforço de enfermeiros nas unidades de saúde não representa obrigatoriamente um aumento de despesas, tendo em conta que haverá um "contrabalanço com a diminuição das horas extraordinárias".

O secretário regional da Saúde realçou ainda que o número de enfermeiros a contratar vai depender também da "carteira de serviços que as unidades queiram proporcionar".

"As dotações em cada unidade passam a ser feitas pela quantidade de serviços prestados e não por uma necessidade teórica de enfermeiros ou pela comparação com outras unidades", salientou.

Atualmente, estão inscritos na Ordem dos Enfermeiros, nos Açores, 1.936 profissionais.

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