O ministro explicou, durante um almoço-debate sobre a economia portuguesa, que o objetivo é reforçar a liquidez das empresas, já que esta linha BEI "terá uma orientação predominantemente empresarial".
Ávaro Santos Pereira salientou ainda que, "ao contrário do que era feito no passado, o QREN está a ser posto ao serviço das empresas, e não de investimentos públicos com rentabilidade duvidosa e praticamente sem impacto na economia nacional".
A segunda tranche da linha BEI servirá para alavancar 3 mil milhões de euros de investimentos no âmbito do QREN e será disponibilizada até à primeira semana de junho, adiantou o ministro, acrescentando que está também previsto um reforço da linha PME Crescimento, que teve uma adesão quatro vezes superior às anteriores.
O governante sublinhou que o reforço da liquidez é essencial para as PME e considerou que existe um desequilíbrio a nível de competitividade das empresas europeias que deve ser corrigido.
"Não se pode permitir, numa união monetária, que tenhamos empresas a pagar 8 ou 10 por cento de juros e outras a ser financiadas a 1 ou 2 por cento. A empresa que é financiada a 8 ou 9 por cento pode ser uma exelente empresa exportadora, mas é financiada a níveis elevados, enquanto outras podem não ser tão boas mas têm mais facilidade em financiar-se. O que acontece é que existe um desequilíbrio a nível de competitividade e que tem de ser corrigido", declarou.
