Governo analisa se necessidade de professores está suprida

Governo analisa se necessidade de professores está suprida

 

LUSA/AO online   Regional   1 de Ago de 2016, 18:43

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores declarou hoje que o Governo está analisar se as necessidades do sistema educativo foram supridas na sequência dos concursos extraordinários de professores realizados na região

"Nós agora estamos num período de balanço e a concluir se as necessidades permanentes do sistema educativo regional terão ou não ficado devidamente providas e numa fase posterior, como foi acordado com as estruturas sindicais, haverá um momento de avaliação e, eventualmente, de alteração do diploma de concursos do pessoal docente na região”, declarou o governante.

O titular da pasta da Educação, que reuniu em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, com o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), para proceder a uma análise do fim de mais um ano letivo, considerou que o “esforço” realizado também foi benéfico para os docentes, tendo “muitos obtido a devida vinculação”.

“Nos últimos três anos fizemos um esforço extraordinário na região no sentido da abertura de 300 vagas para os quadros das escolas que, estamos convictos, decorreu em benefício do sistema educativo regional através da introdução de mais qualidade e estabilidade”, declarou à agência Lusa Avelino Meneses.

Avelino Meneses afirmou que o executivo açoriano já manifestou "a disponibilidade” para discutir a periodicidade dos concursos dos professores e a obrigatoriedade de permanência durante três anos numa mesma escola, sendo "o limite” a “defesa dos interesses dos estudantes”.

O líder do SPRA disse também à Lusa que o objetivo de colocar 300 professores nos quadros das escolas “foi conseguido”, como era reivindicação sindical.

António Lucas recordou o responsável pela Educação nos Açores que “existe o compromisso” assumido por todos os partidos com assento no parlamento regional, entre os quais o PS, que suporta o executivo, de se realizarem concursos de professores anuais “já a partir do próximo ano”.

O sindicalista referiu que também “levantada a hipótese” do fim do concurso de professores por três anos, bem como a questão do registo criminal dos docentes na região.

António Lucas lembrou o secretário regional da Educação que, desde 30 de julho, no continente, passou a ser possível na plataforma SIGRE autorizar os diretores das escolas a fazer o pedido do registo criminal, tendo ficado garantido, ainda segundo o sindicalista, que se fará o mesmo na região no âmbito da plataforma SIGRHARA, o que deixa de ser um “custo acrescido” para os professores.

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