Governo admite rever acesso à Caldeira Velha

Governo admite rever acesso à Caldeira Velha

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Ago de 2016, 12:22

O diretor regional do Ambiente dos Açores admitiu a possibilidade de ser revisto o acesso à Caldeira Velha, sobretudo nos meses de julho e agosto, na sequência do acréscimo de visitantes.

“Esta é uma altura para se refletir a qualidade do serviço que é prestado e se persistirem os aumentos na dimensão que se verifica será natural que a Direção Regional do Ambiente e a Câmara Municipal da Ribeira Grande tenham que ponderar, sobretudo nos meses de julho e agosto, que registam valores acima dos 25 mil visitantes por mês, e definir critérios e regras distintas de acesso”, disse Hernâni Jorge.

De acordo com dados estatísticos fornecidos pelo município da Ribeira Grande, que explora o espaço ao abrigo de um protocolo com o Governo dos Açores, em julho de 2014 visitaram a Caldeira Velha 17.653 pessoas, enquanto no mês homólogo de 2015, já depois da liberalização parcial do transporte aéreo para os Açores, este número aumentou para 24.994.

Em julho deste ano atingiu-se os 27.610 visitantes na Caldeira Velha.

A Caldeira da Ribeira Grande está classificada como monumento natural e possui um campo de fumarolas, bem como uma nascente de água que é aquecida pelo calor interno do vulcão de Água de Pau, sendo procurada quer pela população, como pelos turistas.

Hernâni Jorge, que considerou o aumento da procura pela Caldeira Velha resultado da sua centralidade na ilha de São Miguel, adiantou que as regras a definir “podem passar, não por ter menos pessoas, mas definir capacidades de carga por períodos do dia”.

O diretor regional do Ambiente afirmou que ao aumento da procura corresponde “uma limpeza permanente” do espaço, minorando-se, assim, os impactos que a afluência das pessoas pode provocar.

“Creio que neste momento, o principal problema tem sobretudo a ver com a qualidade do serviço que é prestado e não tanto com o impacto sobre o monumento natural da Caldeira Velha”, defendeu.

Hernâni Jorge considerou que “existem períodos do dia em que a qualidade do serviço que as pessoas usufruem naquele espaço não é aquela que se pretenderia e que eles próprios esperariam”.

O responsável frisou que a Câmara Municipal da Ribeira é a entidade gestora, cabendo-lhe, na perspetiva da qualidade do serviço, “promover as medidas necessárias”, garantindo, contudo, que não esquecerá que “se trata de uma área classificada integrada no Parque Natural de São Miguel e sob gestão da Direção Regional do Ambiente”.

A agência Lusa contactou o gabinete do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande para obter uma reação, mas ainda não foi possível.

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