Governo admite necessidade de reforço de meios da PSP nos Açores

Governo admite necessidade de reforço de meios da PSP nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Mai de 2016, 15:08

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, admitiu hoje a necessidade de reforço de meios físicos e humanos para a Polícia de Segurança Pública (PSP) nos Açores, mas sem adiantar números.

"É uma decisão que compete exclusivamente à Direção Nacional da PSP. Eu sei que ela está a fazer um esforço até para rejuvenescer todos os comandos, incluindo o dos Açores, com a colocação de novos elementos. Não posso dizer quantos em concreto é que virão", frisou.

Constança Urbano de Sousa falava, em declarações aos jornalistas, à margem das comemorações do 17º aniversário do Comando Regional dos Açores da PSP, que decorreu em Angra do Heroísmo.

Na primeira deslocação aos Açores, a ministra adiantou que está a ser feito um levantamento das necessidades dos equipamentos da PSP na região.

"Reconheço, também, as dificuldades e, por isso, o Governo está empenhado em melhorar os meios, equipamentos e condições em que trabalham, seguindo uma gestão que seja racional dos recursos existentes para aumentar, na medida do possível, a capacidade, qualidade e prestígio da PSP", disse, no discurso.

Por outro lado, deixou um apelo para que se incentivem os jovens açorianos a ingressar numa carreira na PSP.

"Gostaria de realçar, também, a necessidade de sensibilizar os jovens açorianos para a oportunidade que representa uma carreira na Polícia de Segurança Pública, podendo assim servir a sua região autónoma e colmatar as necessidades de efetivo que se registam nesta região", frisou.

Ouvido à margem da cerimónia, o delegado dos Açores da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Luís Soares, disse esperar que as palavras da ministra signifiquem que está prevista a abertura de um contingente Açores para a PSP e o reforço do quadro orgânico da polícia.

"Há açorianos na PSP em Lisboa que não conseguem vir para os Açores", frisou, alegando que são necessários 50 agentes numa primeira fase para suprir as necessidades mais urgentes e 200 para repor o quadro orgânico.

Por sua vez, o comandante nacional da PSP, Luís Farinha, disse que o Comando Regional dos Açores tem sido reforçado até acima das colocações normais de efetivos, tendo registado um ligeiro aumento entre 2010 e 2016.

"Temos consciência, como em todo o dispositivo da PSP, que há uma necessidade de um reforço de efetivos. As admissões estão a ser feitas", frisou.

Já o comandante regional da PSP, José Poças Correia, disse que os meios humanos eram "escassos" e considerou que "seria conveniente que o seu reforço fosse equacionado", sob pena de não se garantirem os períodos de descanso a que os agentes têm direito.

Por outro lado, alertou para as necessidades urgentes de reinstalar a esquadra da Ribeira Grande (S. Miguel), que funciona "há demasiado tempo em instalações precárias cedidas no quartel dos bombeiros daquela cidade", bem como para a necessidade de instalação de uma esquadra na ilha do Corvo e de obras nas instalações de Ponta Delgada.

O comandante regional realçou, ainda assim, que em 2015 a criminalidade geral diminuiu em 5,6% nos Açores (menos 477 crimes) e a criminalidade violenta e grave registou um ligeiro aumento de dois crimes, em comparação com 2014.

Por sua vez, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, disse que o executivo regional estava disponível para manter a parceria com o Governo da República na disponibilização de meios para as forças de segurança na região, alegando que em 2016 está previsto um apoio para a aquisição de 40 viaturas da PSP e sete da GNR.


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