Governo admite avançar com propostas para a Base das Lajes

Governo admite avançar com propostas para a Base das Lajes

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   28 de Mar de 2017, 17:44

O ministro da Defesa assegurou que o Governo está preparado para avançar com propostas no âmbito do dossiê da Base das Lajes, apesar de considerar necessário esperar pela "instalação plena" da nova administração dos EUA.

"No que diz respeito a esta questão específica (Base das Lajes) que tem a ver com as nossas relações bilaterais, penso que é oportuno esperarmos que haja uma instalação plena da nova administração, cabendo a Portugal dar o seu contributo para que as coisas não bloqueiem", disse José Azeredo Lopes.

Azeredo Lopes afirmou que face a uma nova administração norte-americana, "qualquer que ela seja, evidentemente há sempre alguma expectativa".

O responsável pela pasta da Defesa, que visitou hoje infraestruturas do Exército em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, referiu que, se for necessário, o Governo da República vai propor soluções concretas para a Base das Lajes que "envolvam o investimento do Estado e possam interessar, como parceiro privilegiado, aos EUA".

"Ou seja, ficarmos um pouco menos sentados à espera que o mundo se resolva e tomarmos a iniciativa de propormos ideias concretas que possam contribuir para reforçar uma relação que é não só apenas com os Açores mas com Portugal em geral", declarou o ministro.

O ministro da Defesa disse que em relação aos compromissos assumidos pelo Governo da República no âmbito do dossiê Lajes "tudo está a decorrer como planeado", exemplificando com a certificação civil da estrutura militar, desafetação de alguns terrenos e viabilização da possibilidade do reforço dos voos civis.

"Roma e Pavia não se fizeram num só dia, a Base das Lajes está a seguir o devido caminho", frisou.

José Azeredo Lopes declarou que, em relação às estruturas do Exército em Ponta Delgada, o Governo vai investir 9,4 milhões de euros em obras, que terão lugar durante sete anos, estando-se a falar de um "esfoço de investimento significativo".

O titular da pasta da Defesa referiu que se prevê começar as obras "o mais depressa possível", estando a proposta a "ser ultimada pelo Exército".

O governante explicou que este investimento, que pretende representar um esforço de modernização, surge no âmbito da sua diretiva de proceder ao reforço da presença das Forças Armadas nas regiões autónomas, especificamente nos Açores, tratando-se de "consolidar, modernizar e investir à luz dos recursos disponíveis".


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