Legislativas

Gonçalo da Câmara Pereira no mercado de Santarém com a "forquilha do trabalho"


 

Lusa/AO online   Nacional   30 de Set de 2015, 15:05

No mercado vazio de clientes, junto ao centro histórico de Santarém, o presidente do Partido Popular Monárquico conversou demoradamente com os vendedores que ainda resistem, procurando conquistar cada voto daqueles que "já não querem saber disto para nada".

 

Acompanhado pelo candidato pelo círculo de Santarém, Gonçalo Silva, numa comitiva de cinco pessoas, Gonçalo da Câmara Pereira ainda foi desafiado a cantar, mas, sem a companhia dos guitarristas, aproveitou a sua experiência de fadista, que sente como "dói o dia-a-dia das pessoas" e as percebe, para "auscultar o pulsar de um povo, as suas necessidades".

"Nós somos o partido da forquilha, do trabalho", foi dizendo a quem "sabe bem o que isso é": "Trabalhei muito com ela", ouviu de uma das vendedoras de fruta e hortícolas de um mercado que "está a ser enforcado", lamentou outra.

O presidente do PPM, que encabeça à lista do partido por Lisboa às eleições do próximo domingo, passou o final da manhã de hoje dentro do histórico mercado de Santarém, uma obra do arquiteto Cassiano Branco inaugurada em 1930.

"Sente-se uma grande necessidade das pessoas em não votarem nos mesmos. Não conseguimos foi passar através dos órgãos de comunicação a mensagem de qual o partido em que podiam votar. As pessoas não sabem em quem votar neste momento [...] nós não conseguimos chegar às pessoas", disse à Lusa.

Junto à sua banca de fruta, uma das vendedoras confessa a sua indecisão em aderir à causa monárquica, porque "isto como está não dá, tem que levar uma volta", e, já com o folheto "Aliança com o Povo é ser... PPM" na mão, acaba confessando que não estava a pensar votar, mas ficou decidida a ir às urnas no domingo.

Sem "embandeirar em arco", Gonçalo da Câmara Pereira vai dizendo que só precisa de 25.000 votos para ter um lugar no parlamento, onde se compromete a assumir a bandeira da descentralização e do municipalismo.

"O projeto do PPM, desde há 40 anos, é a força dos municípios, São eles os motores da economia e não o Governo [...], são eles que podem ter a força para salvar Portugal", disse à Lusa, frisando que é a intervenção local que permite a construção do país "de baixo para cima".

Só com a descentralização, defende, se pode contrariar a desertificação a que o país está condenado se "Lisboa continua a ser o polo centralista que emana o manto diáfano da fantasia sobre o povo".

"Enquanto não se descentralizar para ser o povo a decidir e a participar na reconstrução de Portugal nada se faz. O PPM oferece esta descentralização", declarou.


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