Golo de Ronaldo na Dinamarca determinante na campanha de Portugal


 

LUSA/AO online   Futebol   2 de Mai de 2016, 14:01

O golo de Cristiano Ronaldo na Dinamarca, em tempo de descontos, foi determinante para a qualificação de Portugal para o Euro2016 de futebol, enquanto o castigo de dois jogos foi a altura mais difícil para Fernando Santos

Em entrevista à Agência Lusa, o técnico, de 61 anos, reconheceu que o cabeceamento certeiro do avançado do Real Madrid, aos 90+5 minutos, em Copenhaga (1-0), no seu primeiro jogo oficial como selecionador nacional, foi “um momento muito importante” para Portugal conquistar o Grupo I, com um registo inédito de sete triunfos consecutivos.

“Portugal vinha de uma derrota com a Albânia (0-1 em Aveiro, com Paulo Bento) e esse jogo com a Dinamarca era fundamental, já que uma derrota abriria uma grande diferença pontual. O empate não seria um mau resultado, mas nós procurámos sempre o golo, até acabámos o jogo com quatro avançados. Conseguimos o golo no último minuto, num jogo em que Portugal criou muitas oportunidades”, afirmou Fernando Santos.

O selecionador luso garante que, quando sucedeu a Paulo Bento, a 23 de setembro de 2014, acreditava que a formação das ‘quinas’ podia vencer todos restantes jogos do agrupamento, que incluiu também a Sérvia e a Arménia, cenário que acabou por acontecer, sempre com triunfos pela margem mínima.

“Comigo, Portugal não é mais pragmático. Comigo, temos um Portugal que ganha sete jogos. Não é fácil fazer muitos golos. É preciso encontrar o equilíbrio entre o não sofrer e marcar. Ganhar é a palavra que uso sempre. Foi a primeira palavra que escrevi no primeiro estágio. Se me perguntarem se prefiro um 5-4 a 1-0, se calhar prefiro o 5-4, mas entre um 4-4 e o 1-0, prefiro, claro, o 1-0”, frisou.

Na vitória caseira com a Sérvia (2-1) e no triunfo em Erevan, sobre a Arménia (3-2), Fernando Santos foi obrigado a assistir aos jogos na bancada, devido a um castigo imposto pela FIFA, numa altura em que ainda era selecionador da Grécia, uma situação que foi “muito difícil”.

“É importante aquilo que um treinador diz, principalmente ao intervalo e também durante o jogo, para corrigir alguma coisa, mas também é importante a presença no relvado. Senti muito o não poder lá estar nesses dois jogos. Os meus colaboradores foram muito importantes nesses momentos, mas também os jogadores. Mantiveram a concentração, perceberam a situação e foram brilhantes”, considerou.

Fernando Santos lembrou também o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que foi “determinante” na altura em que assumiu o cargo de selecionador nacional, sobretudo porque o castigo inicial da FIFA era de oito jogos (mais tarde reduzido para dois pelo Tribunal Arbitral do Desporto), um cenário que faria o treinador falhar toda a restante qualificação e, eventualmente, o primeiro jogo da fase final.

“Era algo que não esperava. Não estava no meu pensamento quando saí da Grécia. O futebol e a vida têm estas particularidades. Aconteceu num momento que não era fácil, tinha um castigo pendente e que mais tarde foi confirmado pela FIFA. Eu não podia garantir que esse castigo fosse alterado e foi determinante o presidente Fernando Gomes, que, naquele momento, assumiu com convicção que eu seria o selecionador nacional”, recordou.

Logo na sua primeira convocatória, Fernando Santos operou uma pequena ‘revolução’ e chamou Danny, Ricardo Carvalho e Tiago, jogadores que estavam ausentes da seleção lusa há um longo período, os dois primeiros em ‘choque’ com o antigo selecionador Paulo Bento.

“Não faço, nem fiz, cortes com o passado. Era um selecionador novo que pensa de acordo com as suas ideias. Foi-me dito pela federação que não havia jogadores impossibilitados de ser convocados, tirando o Tiago, que tinha mostrado que não queria estar. Nos últimos anos tinha dado sinais claros que queria voltar”, explicou.

Fernando Santos anuncia a 17 de maio, seis dias antes do início do estágio, os 23 jogadores convocados para a fase final do Euro2016, que vai decorrer em França, de 10 de junho a 10 de junho, com Portugal integrado no Grupo F, juntamente com Islândia, Áustria e Hungria.


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