GNR detetou mais de 350 irregularidades no aluguer de viaturas

GNR detetou mais de 350 irregularidades no aluguer de viaturas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   19 de Dez de 2016, 17:07

A GNR já detetou este ano nos Açores mais de 350 irregularidades no aluguer de veículos sem condutor, por particulares ou por empresas de rent-a-car, uma situação que tem aumentado face ao crescente número de turistas nas ilhas.

 

"No ano de 2015, detetámos cerca de 70 infrações neste âmbito e, este ano, ainda não terminou e já passámos as 350 autuações", afirmou, em declarações à agência Lusa, o porta-voz da GNR nos Açores, Pedro Rosa, acrescentando que os incumprimentos detetados ocorreram, sobretudo, na ilha de São Miguel, embora também haja casos na Terceira e no Faial.

Na atividade operacional realizada entre 12 e 18 de dezembro o Comando Territorial dos Açores da GNR elaborou 47 autos de contraordenação ao nível do trânsito, sendo que destes 24 foram no âmbito da legislação sobre aluguer de veículos sem condutor.

"O aumento do número de turistas faz com que haja mais gente a tentar aproveitar quem visita as nossas ilhas [para obter mais lucro] e isso pode ser a principal razão deste aumento de aluguer ilegal [de viaturas]", considerou Pedro Rosa, explicando que as coimas aplicadas nestas situações variam entre os 250 e os 2.500 euros, consoante se trata de uma pessoa singular ou coletiva.

Segundo o porta-voz, as principais irregularidades detetadas dizem respeito a incorreções no contrato de aluguer da viatura, como a falta do valor a pagar, carros com mais de oito anos (algo proibido por lei) e o estacionamento indevido na via pública, entre outros.

Em relação a 2015, foram apurados nos Açores "cerca de 38 mil euros em coimas referentes ao incumprimento da legislação sobre aluguer de veículos sem condutor e este ano, que ainda não terminou, vai em cerca de 400 mil euros".

Em outubro o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Sandro Paim, defendeu, em declarações à agência Lusa, a necessidade de um reforço de formação dos recursos humanos nos diferentes ramos ligados ao turismo, como o alojamento, o aluguer de viaturas, a restauração e a animação turística.

"Nós sabemos que ainda existem algumas lacunas no bem servir. É típico de um mercado que está a crescer rapidamente e que não estava necessariamente preparado para este crescimento", justificou Sandro Paim.

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